Inflação de Florianópolis chega a quase 7% em um ano; energia puxa alta de maio
Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 02/06/2025)
Os preços seguem com reajustes acima do desejado pelos consumidores, segundo apuração da inflação de Florianópolis pela Udesc Esag. O Índice de Custo de Vida (ICV) teve alta de 0,46% em maio, superior ao mês anterior, abril, quando subiu 0,37%. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, a inflação de Florianópolis subiu 6,95% enquanto neste ano – de janeiro a maio – já subiu 3,53%.
A variação maior veio da energia, que teve bandeira tarifária em abril, mas a alimentação também seguiu pesando no bolso. A alta de quase 7% é relevante. Explica, em boa parte, porque tantos consumidores perderam poder de compra no último ano.
Dos nove grupos de produtos pesquisados pela Udesc Esag (Universidade do Estado de Santa Catarina e Fundação Esag), cinco tiveram alta de preços e quatro tiveram redução ou estabilidade em maio.
O grupo de alimentos e bebidas, que mais pesa no indicador, subiu 0,64%. Mesmo assim, ficou abaixo do mês anterior, quando subiu 1,30%. As maiores altas foram de alimentos comprados em supermercados, 1%. As refeições fora de casa subiram apenas 0,08%.
Os alimentos que mais subiram foram a batata inglesa com alta de 27,4%, e a cebola de cabeça, 26,5%. Outros alimentos que que tiveram alta foram açúcares e derivados (3,6%), sal e condimentos (2,8%).
A carne de aves, que poderia ter ficado mais barata devido à suspensão de exportações em função de caso da gripe aviária no RS há cerca de duas semanas, ainda não teve queda de preços. O peito de frango ficou 6,84% mais caro e a coxa de frango, 0,85%. Os ovos vermelhos caíram -3,34%, o tomate, -10,1% e o feijão preto -8,3%.
Com a alta de preços de R$ 1,885 em cada 100 kWh consumido – bandeira amarela – a energia elétrica subiu 3,1% em maio e, por isso, o custo da habitação subiu 1%.
Dos outros setores pesquisados, o grupo de saúde e cuidados pessoais teve inflação de (2,2%), seguido por artigos de residência (1,1%) e vestuário (0,22%). Entre os grupos pesquisados, caíram os preços de despesas pessoais (-1,2%) e serviços de comunicação (-0,3%). Transportes e educação ficaram com preços inalterados.
Publicado em 03 junho de 2025