Retomado movimento para revitalização da Bocaiúva: saiba o que prevê o projeto

Imagem de uma ilustração arquitetônica em tons neutros e cinza, representando uma área urbana planejada para pedestres e ciclistas. No primeiro plano, uma mulher de costas com cabelo preso, vestindo roupa clara e carregando uma bolsa, caminha em uma calçada pavimentada com blocos retangulares. À esquerda, há um edifício moderno com paredes lisas. Ao centro, um ciclista usando capacete pedala em uma ciclovia delimitada por pequenos pilares pretos. Mais ao fundo, pedestres atravessam uma faixa de pedestres, enquanto um carro branco aguarda. À direita, há árvores altas e espaços verdes com bancos, onde algumas pessoas estão sentadas ou caminhando. O cenário transmite organização urbana e convivência entre natureza e cidade.

Da Coluna de Fabio Gadotti (fabiogadotti.net, 10/12/2024)

Depois de quase uma década, está ganhando força novamente o movimento para viabilizar a revitalização da rua Bocaiúva, uma das ruas mais charmosas do centro de Florianópolis. O projeto atualizado foi apresentado nesta segunda-feira (9) pela arquiteta Juliana Castro, do escritório JA8.

De acordo com Juliana, a proposta é baseada em quatro diretrizes básicas. Com base na constatação de que há pouco espaço para pedestres, e não há segurança para caminhadas, a ideia é aumento da largura dos passeios, intervenções para facilitar os cruzamentos e revisão do sistema de pisos táteis, atualmente uma “colcha de retalhos”. Há, ainda, a previsão de remoção do “excesso de obstáculos”, como postes nas calçadas.

Além da preocupação com a mobilidade para os veículos – mantendo as duas faixas, porém em velocidade reduzida -, o projeto foca na valorização paisagística. O objetivo é a retirada dos fios e a remoção de elementos desnecessários que atualmente poluem o ambiente urbano.

Segundo Juliana, o objetivo é que a Bocaiúva seja “uma rua para as pessoas” e uma referência para a cidade e não só para quem mora na região.

O investimento necessário para a transformação da via é estimado em R$ 28 milhões – boa parte para a fiação subterrânea -, mas ainda não há um cronograma de execução nem os recursos já garantidos para a execução das obras.


Publicado em 11 dezembro de 2024

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