Aniversariante, Mercado Público é testemunha das mudanças de Florianópolis
Inaugurado há exatos 125 anos, em 5 de fevereiro de 1899, o Mercado Público de Florianópolis testemunhou muitas transformações na cidade e região. Quando a primeira ala foi entregue, apenas o palácio do governo (atual Palácio Cruz e Sousa), o Hospital de Caridade, o Teatro Álvaro de Carvalho, a Capitania dos Portos e o Colégio Catarinense se destacavam como edificações imponentes num cenário de casas baixas, chácaras e sítios espaçados na paisagem urbana da Capital.
Os usuários da ala Norte, situada de frente para a rua Conselheiro Mafra, viam as ondas batendo onde está hoje o vão central. Para viabilizar a segunda etapa – a ala Sul –, foi preciso construir um aterro que avançou sobre o mar, em 1931. Na década de 1960, começou um período de grandes mudanças na cidade, com a instalação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da Eletrosul (Centrais Elétricas do Sul do Brasil), além da implantação de estradas para os balneários da Ilha de Santa Catarina.
Outro fator que mexeu com a rotina do Mercado Público foi a construção do aterro da baía Sul e da ponte Colombo Salles, na primeira metade da década de 1970, quando o centro histórico perdeu o contato com o mar. Até ali – e isso permanece na memória dos florianopolitanos mais idosos – a paisagem era dominada por canoas, batelões e baleeiras que singravam as águas das baías Norte e Sul. Essas embarcações traziam mercadorias produzidas no interior da Ilha – Santo Antônio de Lisboa, Ratones, Sambaqui, Ribeirão e Pântano do Sul.
(Confira a matéria completa em ND, 05/02/2024)
Publicado em 05 fevereiro de 2024