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Somos do tamanho dos nossos sonhos

Artigo de Dilvo Vicente Tirloni,
Presidente do Movimento Liberal Dias Velho

Leio no ND que Floripa quer retomar a vocação da cidade com o mar. Em evento realizado pelo jornal estiveram presentes várias lideranças da cidade, o prefeito Topázio, secretários municipais, empresários ligados às atividades do mar, entidades empresarias (ACIF) e todos estiveram de acordo que Floripa precisa “conquistar o mar”.

O Projeto Parque Urbano e Marina Beira Mar é o único projeto em andamento, foi amplamente debatido, todos aguardam, ansiosamente, a sua realização. A área contará com um parque urbano público, de convivência, com espaço para a realização de eventos, estacionamento de veículos, quiosques, área de lazer e espaço para práticas esportivas que envolvam o mar.

Haverá a integração de modais, já que a parte de marina abrigará vagas molhadas destinadas ao uso público, sendo uma parte designada a uma futura instalação de transporte náutico. Entre terra e mar serão 350.000 m2.Não obstante a sua imensa estrutura e a beleza arquitetônica do projeto não se vislumbra espaço para “uma praia” ainda que fosse nas suas imediações.

É talvez a única restrição que se possa fazer. O Parque Urbano, ainda não será a redenção da cidade ao mar. Já dispomos de, pelo menos seis marinas, a maior, Veleiros da Ilha. Nem por isso “conquistamos o mar”. A gestação de um “projeto” nasce e prospera na cabeça dos obstinados. No começo poucos acreditam, depois, vai havendo compreensão, outros apoiadores aderem e finalmente, resulta, na prancheta do arquiteto.

Lembro do saudoso André Schmitt que pretendia, num lanço de reminiscência nostálgica, trazer o velho Miramar de volta e com isso o mar. Seriam custos altíssimos, o projeto iria cortar os “jardins de Burle Max”, a avenida Gustavo Richard, a avenida Paulo Fontes. O projeto por razões óbvias não foi à frente.

Estou convicto que a conquista do mar só virá com projetos profissionais do Transporte Marítimo Regional. Há pelo menos um projeto piloto indicando que cabem pelo menos 20 pontos de atracação na Ilha e outros tantos espalhados pelo continente, especialmente, São José, Palhoça, Biguaçu e no futuro alcançar Laguna e ao norte, Camboriú.

Vale ressaltar que estes investimentos precisam ter “atração financeira” e como o município é um “sem teto” não dispõe de um Centro Administrativo eis aí, um bom motivo para acelerar a ideia.

Junto da Baia Sul, seriam feitos os aterros necessários para comportar o Centro Administrativo e um Terminal Central receptor de todos os modais, inclusive as futuras instalações do Projeto Sisteli (sistema teleféricos) que conta com três estações – Terminal no Centro da Cidade, Alto da Caieira e UFSC. O Centro Administrativo viria acompanhado de outros projetos como centro comercial, centro de serviços (alameda dos Cartórios, espaços para a Defensoria Pública, por exemplo), tudo financiado pela iniciativa privada em troca da locação dos espaços e da exploração dos serviços náuticos.

Como o projeto vai demandar muito investimento, há necessidade de um amplo entendimento entre os municípios regionais, MPF, MPE, Ibama, ICMCbio, IMA, Secretarias Regionais de Meio Ambiente e Prefeitos. Seria formada uma Comissão de Gestão Corporativa para que se afaste qualquer insegurança jurídica. Com todas essas cautelas, o projeto seria apresentado aos investidores, aqui e no exterior.

(ND, 23/09/2023)

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1 Comentário

  1. Pierre Jean disse:

    Oi! Muito que debater com certeza, porém uma observação: as marinas existentes não são públicas… o tíquete de entrada para veleiros da ilha é de R$100mil, difícil democratizar desta forma.

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