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Florianópolis precisa aprender a fazer turismo em Balneário Camboriú

Da Coluna de Renato Igor (NSC, 26/09/2022)

A grande diferença do turismo praticado em Balneário Camboriú e Florianópolis é que a primeira escolheu e abraçou de corpo e alma essa atividade. Enquanto BC optou pelo turismo como carro-chefe de sua economia, na capital há um ranço que trava novas iniciativas.

Ranço que se torna público muitas vezes em nome de causas ambientais e defesa da cidade, mas o pano de fundo é o egoísmo de quem já está com a vida resolvida com a sua estabilidade no trabalho ou financeira.

Percebe-se facilmente nas ruas, bares, restaurantes, cafés, lojas e nas atrações de BC que seus trabalhadores têm orgulho do municípios e fazem questão de deixar isso claro quando recebem seus visitantes e sabem da importância do turismo para gerar emprego e renda a todos.

A diversidade e qualidade de restaurantes só é possível pelo alto fluxo de turistas, principalmente nos finais de semana. Aquário, teleférico, museu de carros antigos, casas noturnas classificadas entre as melhores do mundo e a mais recente FG Big Wheel, a Roda-Gigante de Balneário Camboriú, dão à cidade o status de uma cidade turística de verdade: atrações, cultura de bem receber, facilidades e serviços de qualidade.

A qualidade do atendimento e da infraestrutura da roda-gigante não deixam a desejar para nenhuma atração nos melhores destinos turísticos do mundo. A ampliação da faixa de areia deu mais conforto aos turistas e ajudou na valorização dos imóveis da região. Além disso, o Expocentro Julio Tedesco, entregue à concessão para o setor privado, é um primor e bastante funcional.

Florianópolis que abra o olho para não ficar para trás na procura pelo pujante mercado de congressos e feiras. A praticidade de Balneário Camboriú está em ser uma cidade compacta e com as atrações próximas umas das outras.

Urbanismo
O foco desta coluna não é discutir BC como exemplo de urbanismo, mas sim, o quanto está na frente de Florianópolis quando o assunto é turismo. Balneário Camboriú tem sérios problemas de mobilidade urbana e faltam árvores e parques para dar um “respiro” ao mar de concreto na “Dubai Brasileira”.

Não imagino a cidade, no futuro, sem um metrô de superfície para ofertar um transporte público de qualidade aos turistas e moradores, deixando as ruas mais para os pedestres, bikes e patinetes.

Por enquanto, BC tem um propósito, que é fazer um turismo de qualidade. Algo que Florianópolis poderia aprender.

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