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As pedras do Centro Histórico e a alma da cidade

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 07/05/2022)

Moradores e frequentadores da ala leste do Centro Histórico continuam alertas diante da possibilidade de retirada, mesmo que parcial, dos paralelepípedos do entorno da praça 15, em Florianópolis.

O projeto de revitalização proposto pela prefeitura, que está suspenso por decisão judicial, foi debatido pelo movimento #vivacentroleste dentro da programação da exposição-festival #cidadespospandemia, que vai até o próximo dia 20 no Mesc (Museu da Escola Catarinense).

Mediada pela jornalista Simone Bobsin, a conversa reuniu os arquitetos Guga Andrade Neto e Silvia Lenzi, o produtor cultural Guto Lima e, de forma virtual, as pesquisadoras Agatha Gonsalves e Andrea Eichenberger.

Todos defenderam a manutenção das pedras históricas com o objetivo de preservação da identidade do principal núcleo histórico da Capital.

“É preciso ter cuidado com os planos urbanísticos arrojados que matam a alma da cidade”, disse Silvia Lenzi, ex-presidente do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis).

Na mesma linha, Guga Andrade acredita ser possível conciliar a manutenção dos paralelepípedos com a melhoria da paisagem urbana e a reabilitação da região. Ele também lamentou a ideia de retirada do petit pavê no espaço de circulação em frente da Catedral Metropolitana.

Agatha Gonçalves, que faz estudo sobre o centro leste em doutorado na Universidade de Lausanne (Suíça), disse que sente falta de realização de uma audiência pública e de compartilhamento do projeto para aval de órgãos de defesa do patrimônio histórico, como Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

A primeira versão do projeto, apresentada em fevereiro de 2020, previa a retirada total dos paralelepípedos. Diante de críticas de um grupo de arquitetos, urbanísticas e frequentadores da região, o Executivo acabou fazendo ajustes e a proposta mais recente mantém as pedras na frente das construções históricas consideradas mais relevantes, como o Palácio Cruz e Sousa e a antiga Casa de Câmara e Cadeia, que abriga agora o Museu de Florianópolis Sérgio Grando.

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