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Tragédia da Lagoa da Conceição é anunciada há anos e mobiliza entidades

(Foto: Defesa Civil, Divulgação)

Da Coluna de Renato Igor (NSC, 05/03/2021)

Foram inúmeras as vezes em que a sociedade denunciou e a imprensa noticiou a mortandade de peixes, manchas escuras, espuma, proliferação de algas, lançamento de esgoto irregular e condição imprópria para banho na Lagoa da Conceição. A antiga Fatma (IMA) já cobrava, há tempos, uma solução alternativa para a lagoa artificial de infiltração de efluente tratado da Casan e que se rompeu no último dia 25 de janeiro.

Na quarta-feira (3), o Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) emitiram um novo comunicado, reforçando que a Lagoa da Conceição, em Florianópolis, está imprópria para banho e seus peixes não devem ser consumidos.

O que ocorreu na lagoa não é surpresa. A tragédia mobiliza a sociedade civil organizada. A Associação Náutica Brasileira (ACATMAR) realizou várias edições, nos últimos anos, do projeto Limpeza dos Mares, junto a entidades e empresas parceiras, para recolher os resíduos do fundo da Lagoa da Conceição e do canal da Barra da Lagoa, a exemplo de outras praias e costões do estado. Um trabalho para ao menos amenizar e, principalmente, conscientizar a população e o poder público sobre o ativo ambiental que este cartão postal importantíssimo da Ilha de Santa Catarina fosse finalmente respeitado.

A tragédia que acometeu as águas da região é reflexo de que pouco adiantou. “Ao menos conseguimos limpar – e muito – o que é depositado ilegal e irresponsavelmente. Mas é um trabalho quase de ‘enxugar gelo’”, lamenta Michele Castilho, diretora da entidade.

Recentemente, a ACATMAR bancou estudos de análise da água da Lagoa, enviando os mesmos aos órgãos competentes. Além disso, trabalhou junto às marinas da região para que seus resíduos fossem destinados corretamente – ação essencial para as licenças ambientais destas empresas – o que ocorreu sem maiores percalços.

A entidade entende que não é o momento de apontar culpados, principalmente pela constatação de que todos têm sua parcela nesta situação, e se colocou à disposição para ajudar.

Também nesta semana, a Associação de Moradores da Lagoa da Conceição (Amola) lançou o movimento Lagoa Viva. A ideia é, em parceria com o projeto Ecoando Sustentabilidade, arrecadar fundos e fazer o monitoramento e recuperação do local.

Falta, ainda, um plano com início, meio e fim para o esgoto do leste e sul da ilha. Aliás, a obra da estação de tratamento de esgoto da Casan no Rio Tavares está parada. Não se conseguiu ainda um consenso para onde irá o efluente tratado.

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