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Conheça os barcos do transporte marítimo da Grande Florianópolis

Modelo de embarcação para o transporte marítimo da Grande Florianópolis (Foto: Divulgação)

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 19/03/2021)

A Secretaria de Infraestrutura (SC) já tem o perfil dos barcos necessários para a implementação do tão esperado transporte marítimo da Grande Florianópolis. São quatro tipos: um catamarã de alumínio e fibra para 120 passageiros, barca para 960 passageiros com dois motores de 400 HP, barca para 1600 passageiros com dois motores de 850 HP e um ferry-boat com capacidade para 50 veículos e 50 passageiros e 4 motores de 500 HP. O projeto de viabilidade foi apresentado nesta quarta-feira (17) para as prefeituras de Florianópolis, Biguaçu e Palhoça, além de órgãos municipais, federais e entidades relacionadas ao transporte aquaviário.

Ao contrário do Plano de Mobilidade Urbana (Plamus) da gestão do ex-governador Raimundo Colombo e que o estudo concluiu que não havia viabilidade econômica, agora é diferente. O diagnóstico do Estado com os técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que há viabilidade econômica e a passagem ficaria em R$ 6,50. O Plamus, à época, projetou uma tarifa de R$ 16,00.

O edital de concessão deve ser lançado em 2022. A ideia é ter a operação funcionando em 2024.

 

Serão cinco rotas. As travessias entre Tijuquinhas (Biguaçu) e Canasvieiras; Biguaçu (mais ao centro) e o bairro Santo Antônio de Lisboa; São José e a região central de Florianópolis; Palhoça e o bairro Tapera; e a Beira Mar de São José com a Beira Mar Norte da Capital (onde será construída uma marina).

O projeto está aberto para receber ideias das prefeituras – estratégia inteligente para que seja uma obra idealizada pela região. No passado, quando prefeitos tentaram monopolizar a condução do projeto de transporte marítimo, acabou não indo para frente, também pela questão política.

O esboço inicial é utilizar o ferry-boat nas rotas do pontal em Palhoça à Tapera (ilha) e de Tijuquinhas à canasvieira.

As viagens de catamarã e no barco monocasco seriam as mais curtas, utilizando barcos menores, mais leves e de menor consumo de combustível.

Todos os trechos estariam interligados com o transporte coletivo nos terminais de passageiros. É verdade que o morador da região é cético e não acredita em muitos projetos porque já foi iludido inúmeras vezes: teleférico, BRT (ônibus rápido) e corredores de ônibus. Desta vez, entretanto, creio que há dois fatores importantes que nos possibilitam uma dose de otimismo. O trabalho é técnico e conta com consultores do BID que atuam na cidade desde o ano passado e há uma construção política conjunta com as prefeituras da região.

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