Prazo para Casan deixar de captar água na Lagoa do Peri em Florianópolis termina em março

Da Coluna de Renato Igor (NSC, 24/01/2021)

Termina em março o prazo de seis meses dado pela prefeitura de Florianópolis à Casan para que esta não capte mais água daquele manancial que é responsável por 12% do abastecimento em Florianópolis. Quando a decisão foi tomada, no calor ainda do ano eleitoral, fruto da pressão de algumas lideranças e moradores, vivia-se uma estiagem. Atualmente, a situação é bem diferente. A água nessa semana estava extravasando no vertedouro, com a lâmina que ultrapassou 2,5 m.

A Casan instalou novos boosters, está fazendo interligações do continente e do norte da Ilha (Aquífero dos Ingleses), e abriu novos poços. Saneamento básico e abastecimento deveriam ser tratados de forma integrada e regionalizada com os entes públicos de todas as esferas. O planejamento deveria ser de longo prazo independentemente do político de plantão. O interesse precisa ser coletivo. Confira o vídeo:

É claro que é preciso de monitoramento ambiental permanente e gestão eficiente na captação. Mas não faz sentido abrir mão de um manancial fantástico desta maneira e de forma tão açodada. O custo disso será pago por toda a sociedade.

Gestão de recursos hídricos não se faz com populismo. Se faz com embasamento técnico e planejamento de longo prazo. 


Publicado em 25 janeiro de 2021

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Meio Ambiente, Radar
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