Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 08/11/2020)
Integrante do Conselho Regional de Medicina de SC e diretor técnico do hospital SOS Cárdio, em Florianópolis, o médico Fernando Graça Aranha fala sobre a atual fase da pandemia, mudanças no tratamento da doença e fatores que podem tornar os sintomas mais graves.
Mito ou verdade? Os casos têm subido mais do que no início da pandemia, mas estão chegando com menos gravidade aos hospitais?
É fato que os casos têm crescido bastante, mas fica difícil afirmar que o número total está maior. Há essa impressão pelo número de testes.
O maior laboratório privado da cidade mostra que o número de testes totais e o de positivos cresceu muito nas últimas quatro semanas, ultrapassando bastante o pico de poucos meses atrás. Isso significa, com certeza, que os casos aumentaram? Não!
Pode ser só que o universo de testagem esteja maior. Pode ser que as pessoas estejam procurando atendimento antes, com sintomas mais leves. Pode ser que a gente esteja testando mais e, portanto, pegando mais casos positivos.
Também não consigo, por dois motivos, afirmar que os casos estão menos graves. Primeiro, pela experiência no hospital: estão chegando casos gravíssimos, inclusive na faixa etária mais alta. Tem vários pacientes acima de 90 anos, inclusive, e casos muito graves.
O segundo motivo é o seguinte: se estamos testando mais, a proporção de doentes graves no total vai ser menor, mas o número absoluto não necessariamente. Existem relatos em outros países sobre menor gravidade na segunda onda. A explicação seria a melhora dos tratamentos e também algum grau de menor agressividade do vírus. Há também a possibilidade de uma mutação do vírus, que ficaria menos agressivo.
Como avalia a evolução em relação ao tratamento da doença. O que se sabe agora que desconhecíamos no início da pandemia e que pode ser decisivo para reduzir internações e mortes?
Com a experiência e conhecimento da doença tivemos pequenas mudanças. Na fase mais adiantada, inflamatória, temos algumas medicações e medidas que podem melhorar um pouco o resultado.
Outra coisa é em relação à fase inicial: na minha opinião é totalmente justificável a instituição da abordagem e do tratamento precoce, principalmente dos pacientes com maior risco de agravamento da doença, os idosos e os que tenham comorbidades prévias e ainda os que se apresentem com sintomas mais intensos. Eles se beneficiam do tratamento precoce.
Além de doenças crônicas, o que influencia na diferença de sintomas entre uma pessoa e outra?
Existem muitos estudos em andamento para tentar identificar outros fatores, mas o que a gente já sabe, de uma forma muito clara, é que a idade é um risco grande, além de doenças prévias como hipertensão, cardiopatias, doenças pulmonares.
E tem um fator que é muitíssimo importante, que é a obesidade – um tremendo fator de risco mesmo em pacientes novos. Quanto mais obeso, maior o risco. É o que a gente chama de variável contínua, vai aumentando o risco quanto mais obesa a pessoa for.
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