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Combate ao coronavírus na Grande Florianópolis deve ter gestão coletiva, propõem pesquisadores

Um grupo de pesquisadores da UFSC e UDESC, organizações não-governamentais (ONGs) e profissionais das áreas da saúde e educação iniciaram um movimento pela criação de um comitê intersetorial metropolitano que articule os 22 municípios da Grande Florianópolis, com a participação de órgãos de governo e da sociedade civil.

A iniciativa reúne pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de SC (Udesc), organizações não governamentais, entidades como o Fórum de Políticas Públicas e o Instituto Comunitário da Grande Florianópolis (Icom), além de profissionais da área de saúde e educação.

O grupo defende a criação de um comitê intersetorial metropolitano que articule as áreas do governo e a sociedade nos 22 municípios da Grande Florianópolis. Além disso, propõe a criação de um comitê municipal na Capital e que cada município amplie a transparência de dados, os critérios e os processos de decisão adotados.

O movimento lançou nesta segunda-feira (13) uma petição on-line para defender a criação dos comitês. Após reunir assinaturas de apoio à proposta, o grupo pretende levar a petição aos gestores públicos da Grande Florianópolis e ao governo do Estado para formalizar o pedido de criação dos comitês.

Embora nos últimos dias tenha sido divulgada uma lista de medidas conjuntas entre quatro cidades da Grande Florianópolis, os pesquisadores consideram que essa articulação ainda está aquém do que o momento exige, e que precisariam integrar também entidades e a sociedade.

Comitês ajudariam em critérios e credibilidade decisões

A professora do curso de Administração Pública da Udesc Esag, Paula Chies Schommer, uma das integrantes do grupo que iniciou a campanha, explica que a ideia dos comitês surgiu da necessidade de articulação regional nas ações de combate ao coronavírus. Segundo ela, esses espaços poderiam unir entidades empresariais e de apoio às comunidades e dar mais legitimidade aos critérios utilizados para tomar as decisões e clareza às pressões existentes.

– Cada grupo tem suas preocupações, e são legítimas, mas os comitês seriam uma forma de colocar isso de forma explícita, na mesa, de maneira clara. Isso protegeria mais os gestores, que poderiam dizer que as decisões foram acordos do comitê, analisando dados, fazendo acompanhamento das medidas, e também ajudaria as pessoas a cumprirem, porque se as medidas não são uníssonas, as pessoas ficam em dúvida e acabam escolhendo o que cumprir – opina a professora Paula.

A professora também defende mais transparência e divulgação dos dados da covid-19 na região e diz que o projeto será levado para discussão em órgãos públicos, prefeituras e câmaras de vereadores da região.

– Queremos mais informação e espaços para colaborarmos e decidirmos juntos. Um comitê metropolitano da Grande Florianópolis e comitês intersetoriais em cada município podem ajudar a salvar vidas, de modo articulado com a proteção social e a recuperação econômica, com a colaboração de toda a população – defende Paula.

A petição está disponível para consulta e assinatura neste link.

(NSC, 14/07/2020)

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