Restrição maior em Florianópolis amplia movimento em cidades vizinhas, informa Abrasel

Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 27/06/2020)

A exemplo do que aconteceu na reabertura do comércio, as maiores restrições de atividades econômicas em Florianópolis não elevaram o isolamento social na mesma proporção. Consumidores da Ilha foram para as cidades vizinhas, especialmente em bares e restaurantes.

A informação é do presidente da Abrasel/SC, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Raphael Dabdab. Ele informa que recebeu relatos de empresários dos municípios da região de que o movimento na noite desta sexta-feira foi maior do que na sexta anterior.

– Após 100 dias do início das medidas de isolamento social e ainda sem vislumbrar perspectivas do retorno da normalidade, nos faz perceber que estratégias de curto prazo não são as mais adequadas. Os municípios precisam adotar planejamentos integrados de longo prazo, que compatibilizem, de uma forma mais equilibrada, a preservação de vidas, de empregos e o convívio social – avalia o presidente da Abrasel/SC.

Um risco coletivo

O fato é que três meses de evolução da pandemia e a aceleração no número de casos são mais do que suficientes para as pessoas entenderem que a prevenção ao novo coronavírus é coletiva. O deslocamento para outras cidades acaba sobrecarregando serviços nesses locais e reduzindo a prevenção, sem falar nos que insistem em fazer festa ou jogar futebol, atividades proibidas.

No caso da Grande Florianópolis as restrições deveriam ser as mesmas e a fiscalização teria que ser maior. Isso porque o sistema de saúde é regional. Se São José e Biguaçu tiverem mais doentes, esses vão lotar inclusive hospitais da Ilha, onde foi feito maior isolamento.


Publicado em 29 junho de 2020

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