Área nobre da cidade, aterro da Baía Sul está abandonado em Florianópolis

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 18/06/2018)

Muito distante do projeto de Burle Marx, o aterro da baía Sul merece voltar a ter destaque central no debate sobre os espaços urbanos de Florianópolis. Sem identidade, está abandonado, sem manutenção, com sujeira e ainda servindo de estacionamento de ônibus e moradia para moradores de rua.

– Hoje não há um projeto formatado para a área e nem verba para isso, mas o diretor de região metropolitana do Ipuf, Michel Mittmann, afirma que o município quer discutir com a cidade o destino dos dois grandes aterros e que serão necessários planos específicos para garantir “uma lógica urbanística”.

– Algumas ações, segundo Mittmann, estimulam o debate sobre o aterro da baía Sul. Ele cita o projeto Ponte Viva, que “estabelece uma relação de ligação entre as orlas Norte e Sul” a partir da revitalização da Hercílio Luz, a revitalização do Largo da Alfândega e a recuperação do setor Leste do Centro Histórico.

– “Temos que ter um pensamento estratégico, senão sempre (os aterros) serão as sobras de sistema viário e depósito de veículos”, afirma Mittmann. O urbanismo, segundo ele, deve responder à seguinte pergunta: “Como este lugar pode ser um lugar para as pessoas?’


Publicado em 19 junho de 2018

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