O sentimento das 77 famílias da Associação dos Pescadores Profissionais, Artesanais e Amadores da Praia João Paulo, em Florianópolis, é de tristeza e indignação. Há duas décadas esperando pela construção de um trapiche, os pescadores tiveram mais um revés nesta terça-feira (20), quando a prefeitura informou que a licitação, para a construção do píer para ancorar as embarcações, terminou deserta. Isso significa que nenhuma empresa demonstrou interesse. Assim, os profissionais da pesca ameaçam construir um trapiche por conta própria.
O presidente da Associação dos Pescadores Profissionais, Artesanais e Amadores da Praia João Paulo, Silvani Ferreira, 44, acredita que a comunidade foi enganada mais uma vez. “Vivemos de promessas há 20 anos e agora que conseguimos as licenças ambientais e os recursos federais, novos problemas aparecem. Mudaram o projeto para reduzir a contrapartida e a licitação terminou no dia determinado pelo Ministério das Cidades”, lamentou o pescador.
Inicialmente, o projeto custaria R$ 3,8 milhões, mas com a mudança da atual gestão reduziu para R$ 2,9 milhões. A antiga administração municipal conseguiu recursos federais de R$ 2,3 milhões, mas o prazo final para que uma empresa assumisse a obra foi na terça-feira (20).
Teoricamente, a cidade perdeu os recursos federais para essa obra. “Vamos dar mais uma semana para ver se a prefeitura apresenta uma solução, caso contrário vamos começar a construção do trapiche, porque já temos as licenças ambientais. Somos uma localidade ignorada pelo poder público, porque estamos sem saneamento básico e as nossas reivindicações não são atendidas. Nem a Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital) vem limpar a praia”, disparou Silvani.
O atual projeto prevê a construção de um trapiche de 210 metros de extensão, com 3,75 metros de largura e até dois metros de profundidade, dependendo da maré. O píer contará com a linha flutuante, que vai facilitar o embarque e desembarque de pessoas e a carga e descarga dos produtos relativos à pesca.
Praia ganhou lodo nos últimos 20 anos
A praia do João Paulo sempre foi conhecida como local de pesca. Há 20 anos, Silvani Ferreira lembra que pegava o berbigão e a praia era limpa. O crescimento desordenado das comunidades próximas trouxe a poluição e o fim do molusco. Agora, o pescador Lioeses Goulart, 37, passa trabalho quando chega com o pescado.
Com a maré baixa, os pescadores ficam atolados no lodo formado pela poluição. “Historicamente, os meses de julho e de agosto são de maré baixa e as embarcações ficam encalhadas a mais de 100 metros da praia. O problema é como transportar meia tonelada de peixe atolando o pé na lama? Passamos mais trabalho para retirar o peixe da embarcação do que para pescar”, reclamou.
Leia na íntegra em Notícias do Dia Florianópolis, 21/06/2017.
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