O sul da Ilha está aquela coisa: não importa do lado que você vem, seja da Lagoa, do Campeche ou do Centro, alguma fila vai encarar. O desejado elevado do Rio Tavares, que pretende desafogar o trânsito daquela região, no entanto, está sem data confirmada para ser entregue. Segundo nota da Secretaria de Obras de Florianópolis, o término dos trabalhos está diretamente relacionado às desapropriações. E as negociações com os donos dos imóveis estão sem prazo para serem concluídas.
O comerciante Alex Leite, de 38 anos, que tem uma loja e um terreno na esquina onde ocorrem as obras do elevado, disse que não chegou a um acordo com a Prefeitura de Florianópolis sobre a indenização da área de sua família. O valor oferecido era abaixo do esperado para um terreno de mais de 1,2 mil metros quadrados, segundo ele. Novas negociações, no entanto, não estão previstas por enquanto.
— Não sabemos se vai continuar do jeito que está. Esperamos que a obra ajude a desafogar um pouco o trânsito e não mude o ponto de congestionamento só para outro lugar — refletiu o comerciante.
A Secretaria de Obras enviou uma nota à Hora sobre o assunto: “As negociações com as famílias continuam acontecendo, porém, em função da condição financeira que o município enfrenta, a secretaria não pode definir um prazo para a conclusão dos acordos”.
Enquanto isso, parte das obras do elevado continua ocorrendo. A obra está na fase final dos estaqueamentos de madeira e as armaduras para a primeira concretagem começaram a ser instaladas.
O elevado terá 220 metros de extensão e fará a ligação entre a SC-405 e a rodovia Dr. Antônio Luiz Moura Gonzaga, que une o Rio Tavares e o Campeche à Lagoa da Conceição. A estrutura terá 12 pilares, cada um com oito estacas (com capacidade de suportar individualmente 230 toneladas-força). Serão construídas ainda no entorno ciclovias e calçadas, com investimento de R$ 15 milhões para a obra e R$ 17 milhões para as desapropriações, informou a Prefeitura.
Sem fé
As obras do elevado começaram em maio de 2015 e tinham prazo, segundo contrato, de 18 meses para ficarem prontas. Ou seja, ele deveria ser entregue antes da próxima temporada de verão, em novembro deste ano. Mas os moradores e comerciantes não têm esperanças de que isso vá ocorrer.
— Eu acho é que já deveria estar pronto — revelou o morador Atenoalves Ribeiro, 68.
Ele e a mulher, Maria José Santo Ribeiro, 63, usam sempre o ônibus para ir ao Centro da cidade, e reclamam que até o transporte público demora para chegar com o trânsito congestionado da região.
— Acho que a hora que o elevado ficar pronto, o trânsito da região vai melhorar. Mas não está com cara de que a obra vai terminar logo — lamenta dona Maria.
Os comerciantes também aguardam ansiosos pelo fim dos trabalhos.
— Está levando um tempo considerável para as obras saírem do lugar. A gente já ouviu que o prazo de entrega prometido não será cumprido — observou o comerciante Rodolfo Henrique, 59.
— O sul ainda tem problemas de mobilidade, que serão resolvidos com a construção do elevado do Rio Tavares, mas ele não ficará pronto nessa temporada. Pretendemos fazer outras melhorias no sul, como estacionamentos para ônibus de turismo e a sinalização das praias, que já foi concluída na região.
Sambaqui na área
Em paralelo à construção, prosseguem os trabalhos arqueológicos com coleta e análise de material em laboratório. Durante as obras, foi descoberto um sambaqui na área. A arqueologia já está na fase de finalização dos trabalhos no terreno de esquina, onde funciona uma madeireira, e o próximo passo será seguir para os estudos arqueológicos na área do pilar P1.
( Diário Catarinense, 05/08/2016)
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