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Casa da Câmara e Cadeia de Florianópolis começa a ser restaurada

Em pé, parado na calçada que margeia a praça 15 de Novembro, Osvaldo Monteiro, 93 anos, não tirava os olhos da Casa da Câmara e Cadeia de Florianópolis. O motivo é o começo da restauração do prédio histórico. Três semanas depois do início da limpeza e montagem do canteiro de obras, a movimentação de trabalhadores em frente ao casarão puxou uma lembrança de mais de 70 anos na cabeça do ex-marinheiro que mora no Estreito. “Prédio lindo, estava lembrando de quando fiz uma visita ao delegado, em 1942, depois de me meter em uma briga por causa de mulher”, revelou Monteiro, que nos anos 1940 trabalhava na Marinha Mercante.

A atenção e o respeito denotado por Monteiro à edificação construída em 1771 revelam o apreço que os moradores e turistas sentem por um dos cartões-postais da Ilha. Após a  reforma integral, o prédio que sediará o Museu de História de Florianópolis.

Orçada em R$ 5.973.663,81, a obra é viabilizada com recursos da prefeitura e do Ministério da Cultura, através do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O prazo de conclusão é de 18 meses. “Nos próximos dias finalizaremos o canteiro de obras e instalaremos os banheiros, o refeitório e almoxarifado, além de colocarmos o tapume para isolar a fachada até uma parte da rua”, explica Domingos Zancanaro, secretário de Obras da Capital.

Suzane Albert Araújo, arquiteta responsável por uma parte do projeto, lembra que o prédio está em pior estado de conservação do que o verificado em 2011, quando o projeto foi concluído. O motivo é principalmente a “ação do tempo”. Assim, as primeiras intervenções serão no sentido de preservar os principais elementos da construção, alguns centenários. “Os componentes da edificação, como gradis, portas e ornamentos, são partes sensíveis e complexas do trabalho, que demandarão bastante cuidado durante a obra”, diz.

Preocupação em manter características históricas

O secretário Domingos Zancanaro acredita que a obra possa ser concluída até março de 2016, dentro do prazo. Entretanto, ele observa que em obras de restauração situações não previstas podem trazer surpresa aos trabalhos, inclusive como aconteceu no Mercado Público da Capital, onde foram encontradas “trincas do tamanho de um dedo” embaixo de vigas recém colocadas na ala sul. “Às vezes os problemas estão escondidos debaixo de uma fissura, de um forro, enfim, situações imprevisíveis que podem alterar o cronograma da obra. Mas por ora o prazo é de 18 meses”, diz Zancanaro.

Para a arquiteta Suzane Albert Araújo, dentro de poucos meses a obra estará a todo vapor, especialmente no interior do prédio e na fachada dos fundos. A principal preocupação do trabalho é manter as características históricas do prédio e ainda dar-lhe funções atuais para que a população possa conhecer e aproveitar as belezas da construção histórica e seu entorno. “Será um importante resgate da cultura e da história florianopolitana”, afirma.

(Notícias do Dia Online, 16/10/2014)

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