Os catarinenses estão sofrendo com a falta de luz que até as 19h de ontem (24/01) já atingia 26 cidades do Estado desde quarta-feira, segundo levantamento interativo lançado pelo site do DC. Conforme o mapa do desabastecimento construído pelos leitores do diario.com nesta sexta, a situação é mais constante na Grande Florianópolis, onde os trantornos ganharam força com a onda de calor dos últimos dias. Conforme a Celesc, as altas temperaturas causaram a sobrecarga, que culimam nas quedas de energia.
O s apagões pontuais ocorrem principalmente nos horários de pico, prejudicando tanto comércios quanto residências, na área urbana e rural. A Celesc reconhece o problema e destaca que as temperaturas extremas geram sobrecarga no sistema, o que aumenta o risco de ocorrências. Segundo a empresa, dois recordes de demanda de energia foram registrados nesta semana, o primeiro às 15h30min de terça-feira, dia 21, quando a necessidade de energia para atender o consumo chegou a 4.358 megawatts (MW).
Já no dia seguinte esse recorde foi batido às 14h30min, quando a demanda chegou a 4.596 MW. Até então, o recorde era de 4.132MW no dia 21 de fevereiro de 2013. Isso significa, conforme a Celesc, que do ano passado para este a demanda máxima por energia apresentou crescimento de 11,5%, sendo que nos últimos cinco anos era de 4 a 5%.
Em alguns casos, o problema virou motivo para reuniões. Em Santo Amaro da Imperatriz, moradores e representantes da sociedade civil se reuniram ontem na Câmara de Vereadores para buscar soluções. O representante da Defesa Civil do município, João Carlos Pawlick, afirma que a falta de iluminação aumenta a insegurança e afeta os comerciantes. Ele relata que as quedas de luz na quinta-feira ocorriam em intervalos de 15 minutos.
Em Palhoça, Maria Sônia dos Santos Vieira, moradora do Loteamento Pacheco, no bairro Vila Nova, disse que a falta de energia é constante.
– Perto das 18h começa a faltar luz e depois não tem horário para chegar.
Na noite de quinta-feira, quando ela voltou para casa, perto de meia-noite, a luz estava em apenas uma fase e não havia iluminação em outros locais. Em São José, Antônio Pedro Marques, morador do Loteamento Lisboa, diz que a falta de luz também é frequente.
– Você liga para o 0800 e diz que faltou luz. Aí reclama, eles pedem para ligar para outro setor. Dizem ‘vamos resolver dentro de dois meses, dentro de um ano’, e as coisas vão se arrastando. A gente paga todo mês certinho e nunca tem essa melhoria – relata.
Veraneio e temporais também prejudicariam o sistema
A Celesc informa que atende mais de 2,6 milhões de unidades consumidoras no Estado e que os problemas registrados são pontuais. Para a estatal, o atendimento é prejudicado pela falta de mobilidade em algumas cidades, principalmente as litorâneas.
– As tempestades de verão, típicas da estação, ainda são nossa maior causa de desligamentos nesse período – diz o diretor de Distribuição, James Giacomazzi, ao reforçar que por se tratarem de ações climáticas, não há como eliminar o problema, mas que a estatal atua permanentemente para minimizar suas consequências.
Para o diretor de Saúde e Segurança do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região (Sinergia), Mário Jorge Maia, a Celesc tem enfrentado consequências da falta de investimentos em manutenção. Problemas na substituição de cabos, mato e árvores cobrindo os fios ou transformadores com capacidade insuficiente, por exemplo, podem dificultar ainda mais a situação dos catarinenses.
– Os apagões no Brasil dificilmente são causados pela falta de energia, mas pela falta de manutenção. Em SC não é diferente. A Celesc não investiu em equipamentos durante muito tempo, e agora está gastando mais que deveria para consertar o erro.
Maia estima que, para cada ano sem manutenção, são necessários três anos de consertos. Ele concorda que o calor tenha feito a situação chegar ao limite, mas ressalta que o sindicato tem alertado a Celesc sobre a situação crítica há anos.
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