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Aparelhos foram queimados e comércio acabou prejudicado

O bairro Saco Grande, em Florianópolis, registrou quedas prolongadas de energia durante a semana. Ontem, estabelecimentos comerciais ficaram sem luz por cerca de três horas – das 13h30min às 16h30min aproximadamente. Na quarta-feira, a região ficou sem eletricidade por cerca de 40 minutos à tarde.

Na confeitaria O Padeiro de Sevilha, localizada na SC-401, a falta de energia elétrica afugentou clientes e comprometeu a produção pães, massas e café do estabelecimento. Segundo o sócio-proprietário da panificadora, Thomas Machado, as quedas queimaram aparelhos, entre eles um hardware de computador e uma balança, contabilizando prejuízo de R$ 800.

O empresário reconhece que o equipamento utilizado no estabelecimento (assadeiras elétricas e freezer) consome muita energia, mas afirma que, antes do período de alta temporada, a falta de luz não ocorria com tanta frequência na região.

O edifício comercial Office Park também ficou às escuras e sem ar-condicionado na tarde quente de ontem. Alguns dos escritórios ali instalados dispensaram funcionários, já que a maioria depende de computadores e acesso à internet para cumprimento dos trabalhos.

Sarah Linke, que trabalha em uma das salas do estabelecimento, diz que as quedas de energia dificultam o dia a dia das empresas.

 


“É difícil estimar qual foi a causa exata”

O presidente da Celesc, Cleverson Siewert, apontou em entrevista ao DC alguns dos pontos que podem ter causado o problemas. Ao conversar com a reportagem, disse que estava utilizando o mapa interativo do diario.com para analisar os locais afetados.

Diário Catarinense – O que tem causado as quedas de energia na última semana?

Clerverson Siewert – Não é possível dizer que tem havido mais quedas que em outros períodos do ano, os cortes acontecem o ano inteiro. Ainda estamos investigando essa informação, mas já é possível fazer algumas especulações. Na última quarta-feira, tivemos o recorde histórico de consumo de energia elétrica – para dar uma ideia do cenário, esse número aumentou 11% em relação ao ano passado. Entretanto, a Celesc trabalha com uma série de atividades preventivas planejadas, e não podemos dar um diagnóstico preciso porque precisamos analisar cada caso individualmente. Acredito que boa parte destes cortes tenham sido programados para reparos na rede elétrica.

DC – O calor aumenta o número de quedas de energia?

Siewert – É muito difícil fazer uma relação entre o calor e as quedas, estamos apurando isso, mas uma situação de temperatura extrema – tanto calor quanto frio – vai sempre atrapalhar a distribuição. Isso acontece com qualquer tipo de aparelho elétrico ou eletrônico, não é uma peculiaridade da Celesc ou dos fornecedores de energia. Além disso, o verão aumenta bastante a percepção das pessoas sobre as quedas de luz: ficar uma hora sem energia elétrica no inverno é muito menos doloroso que no verão.

DC – Por que a Grande Florianópolis está registrando mais quedas de energia?

Siewert – Temos 16 unidades distribuidoras em SC, e com certeza há registros de queda de energia em todas elas. Ainda não podemos dizer se há mais quedas de energia na Grande Florianópolis, mas neste exato momento (17h), temos 20 mil casas sem energia elétrica no Estado, sendo 9 mil delas apenas na Capital. A população no litoral aumenta drasticamente no verão, o que também dificulta a distribuição e o diagnóstico.

DC – O que a Celesc está fazendo para prevenir novas quedas?

Siewert – Nos surpreendemos com o crescimento, mas é difícil estimar qual foi a causa exata desses problemas. Acreditamos que sejam problemas pontuais na rede elétrica ou desligamentos programados, e nos solidarizamos imensamente com as pessoas sem energia. Todo mundo sabe o quanto é difícil ficar sem luz. Para evitar esse tipo de situação, estamos com a Operação Verão, que mantém 55 equipes pelo litoral para melhorar o serviço. Também estamos com transformadores móveis, que podem ser transportados até os locais mais críticos. É preciso manter em mente que a Celesc cumpre as exigências da Aneel há 60 anos, mais do que a grande maioria dos Estados.

(DC, 25/01/2014)

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