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Obra desenhada por Hassis na Praça 15 de Novembro será preservada pelo município

As cenas retratadas nos mosaicos do chão da praça 15 de Novembro, no Centro da Capital, são momentos de uma cidade que praticamente só existe na memória dos mais antigos e na resistência em manter tradições das gerações atuais: renda de bilro, boi de mamão, brincadeira de pular corda, pipa, cabra cega. Desenhadas com um graveto direto sobre a areia por Hiedy de Assis Corrêa, o Hassis (1926 – 2001), os mosaicos feitos com petit pavé ou pedras portuguesas serão tombados como patrimônio cultural de Florianópolis até o final do primeiro semestre deste ano.

De acordo com a gerente de patrimônio do Sephan (Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural de Florianópolis), Maria Anilta Nunes, a Praça 15 de Novembro já é tombada como patrimônio do município. “Mas considerando a importância da obra, a prefeitura solicitou o tombamento especificamente dos mosaicos”, afirma.

Hassis foi contratado em 1965, ano em que a prefeitura encabeçou um projeto de revitalização da praça e modernização dos espaços públicos. “Ele foi convidado para fazer o desenho de cinco praças”, comenta Leilah Corrêa Vieira, 56, filha do artista e voluntária na Fundação Hassis. Além da praça XV, ele também fez desenhos para as praças Pereira Oliveira, Benjamin Constant, Bulcão Viana e Olivia Amorim.

Num primeiro momento, serão tombados primeiro os mosaicos da praça XV. “O processo de tombamento está pronto, agora falta apresentar ao Cotesphan (Comissão Técnica do Sephan) e depois esperar que saia o decreto assinado pelo prefeito. A previsão é que o tombamento saia ainda no primeiro semestre deste ano”, diz a gerente do Sephan.

Memória da cidade

Os 47 paineis foram desenhados por Hassis com um graveto, direto na areia, sem ter feito esboços ou croquis antes. Tanto que no ano 2000, quando os mosaicos foram restaurados, a dificuldade da equipe técnica foi justamente em reproduzir os desenhos.  “Fizemos o registro fotográfico e tivemos que montar quadros de 20 X 20 centímetros para fazer os desenhos iguais”, lembra Maria Anilta.

A filha de Hassis conta que ele riscava na areia e os calceteiros iam colocando pacientemente cada pedra. “Perto da figueira Hassis desenhou inclusive um dos calceteiros”, diz ela.

“A obra de Hassis na praça consiste na representação do cotidiano de Florianópolis”, afirma Maria Anilta. Os desenhos dividem-se em quatro temáticas relacionadas com o cotidiano de Florianópolis: o sustento (como a pesca, por exemplo), o artesanato, o folclore e os folguedos infantis. “Além da arte em si, é um registro dos momentos da vida na cidade. O tombamento é importante porque além de preservar a obra do artista, significa também preservar a história. Tem muita criança que não conhece algumas brincadeiras antigas desenhadas por ele.”

(ND, 22/04/2013)

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