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Produtores ainda contam prejuízos

Maricultores enfrentam dificuldade de engrenar vendas de mariscos, ostras e berbigões em Florianópolis após acordo com a Justiça Federal

No primeiro dia após o fim da proibição pela Justiça Federal para a atividade da maricultura na Grande Florianópolis, os produtores têm um novo desafio. Combater o receio das pessoas em comprar e consumir os moluscos. Ainda não há confirmação de que o vazamento de óleo no Sul da Ilha, que levou a Justiça a atender um pedido de estudo de impacto ambiental feito há seis meses pelo Ministério Público Federal, tenha contaminado as fazendas na Tapera e no Ribeirão da Ilha.

Eva Maciel, 60 anos, sente a dificuldade de retomar o trabalho no Ribeirão da Ilha.

– Hoje (ontem), a gente não atendeu ninguém. O pessoal não entende que a questão do óleo e a liminar cassada são duas coisas diferentes.

Eram 7h30min quando ela voltou às atividades normais. Mas o dia nem engrenou e ela ficou desanimada. Para os cultivadores familiares, a perda de cinco dias e da restrição feita pela Fatma não está contabilizada. Os donos de empresas de produção chegaram a planilhar os prejuízos iniciais, mas ainda não divulgaram os números.

Segundo o presidente da Associação Catarinense dos Aquicultores, Antônio Mello, a entidade vai entrar na Justiça pedindo ressarcimento. O presidente da Federação das Empresas de Aquicultura de SC, Paulo Antônio Constante, avisou que também vai buscar reparação de danos. Se for confirmada a presença de ascarel nas ostras e mariscos, a produção entre a Praia da Mutuca, na Tapera, e a Freguesia do Ribeirão da Ilha, será incinerada.

A Polícia Federal terminou ontem a perícia no local de vazamento. O delegado Raimundo Lopes Barbosa informou que serão ouvidos os vigilantes e supervisão de segurança do local para confirmar quem foi informado do acidente e por que não foi tomada nenhuma atitude. A Celesc começa a retirada do material contaminado amanhã.

(DC, 23/01/2013)

Óleo que vazou em córrego deve ser retirado nesta quinta-feira em Florianópolis

A retirada da água, da vegetação e dos filtros contaminados pelo vazamento de 12 mil litros de óleo de dois transformadores da Celesc que continham traços de uma substância tóxica conhecida como ascarel, deve acontecer na quinta-feira. Todo esse material está no terreno de um centro de treinamento desativado, na Tapera, desde 19 de dezembro, quando houve a limpeza do córrego para onde o líquido vazou nos dias 5 e 16 de novembro. Na quinta-feira também deve sair o resultado das análises da água pedidas pela Celesc.

O assistente de direção de distribuição da Celesc, Pablo Cupani Carena, disse que o material só não será retirado nesta quarta-feira por conta da logística. “Faríamos na semana passada, mas a Polícia Federal interditou a área. Assim que soubemos da liberação entramos em contato com a empresa”, informou.

A Ecosorb, de Joinville, que fez a retirada do óleo do córrego, também dará o destino final ao ascarel. A empresa deve ainda apresentar à Celesc um certificado ambiental que comprove o correto transporte, armazenamento e fim do material. Para tentar recuperar a área atingida, a estatal está elaborando um plano de recuperação de área degradada, que deve estar pronto em 60 dias.

(ND, 23/01/2013)

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