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Sem Fenaostra, maricultores querem fazer a Feira da Ostra no Ribeirão da Ilha no dia 7/12

Com o cancelamento da 14ª edição da Festa Nacional da Ostra (Fenaostra) por parte da Prefeitura de Florianópolis – maior produtora do molusco no Brasil -, maricultores da cidade estudam a possibilidade de realizar uma Festa da Ostra no Ribeirão da Ilha no dia 7 de dezembro. A produção da iguaria movimenta R$ 60 milhões por ano. As informações são da rádio CBN/Diário.

De acordo com o presidente da Associação Sul da Ilha de Maricultores, Henrique Silva, a ideia é que a feira dê destino à produção. A expectativa com a Fenaostra era que cada fornecedor vendesse 100 mil unidades na festa – fora a comercialização dos oito restaurantes que iriam participar do evento.

Segundo Silva, só na região do Ribeirão da Ilha, três empresas e 160 famílias formam a comunidade produtora do molusco, com 136 áreas próprias de cultivo. O número é ainda maior quando se inclui Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui na conta.

Para dar uma ideia da força da produção no Ribeirão, Silva explicou à reportagem que grandes produtores jogam de 3 a 4 milhões de sementes na baía Sul a cada 6 meses e os produtores menores, de 100 a 150 mil sementes.

O cancelamento

No dia 31 de outubro, após rumores de que a Fenaostra poderia ser cancelada, a Prefeitura divulgou o edital que escolheria a ” empresa especializada em organização de eventos para planejamento, organização e produção da XIV FENAOSTRA” entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro.

O recebimento dos envelopes de documentação e da proposta ocorreu no dia 12 de novembro, no Setor de Cadastro de Fornecedores da Secretaria Municipal de Administração e Previdência, e a empresa, de São Paulo, foi escolhida.

Antes disso, no dia 10 de agosto, foram escolhidas a rainha, a primeira e a segunda princesa do evento: Scheila Meira, Júlia Gabriela Correia e Meire Kariane Amaral, respectivamente (foto). No dia 6 de setembro, foi divulgada a lista dos artesãos que iriam expor seus trabalhos na Fenaostra.

(DeOlhoNaIlha, 21/11/2012)

Apagando as marcas

Da coluna de Carlos Damião (ND, 22/11/2012)

Leitor aponta abandono da Praça 15 e fim da Fenaostra como fatos que desprezam conquistas importantes da cidade

Recebi considerações do leitor Leonardo Schmidt, que compartilho com os leitores, pela relevância do debate: “A coluna demonstra que, mesmo agonizante, a atual administração municipal não desiste da sua determinação de apagar as marcas que a gestão Angela Amin deixou na cidade. Dessas marcas se destaca a Praça 15 de Novembro, que foi recuperada em 2000, a duras penas, contra a raivosa oposição de alguns segmentos e políticos da ocasião que defendiam a permanência dos camelôs e chegaram a envolver até o Ministério Público com a acusação de destruir os elementos históricos! Outra marca foi a Fenaostra, que promoveu o renascimento do então decadente Ribeirão da Ilha, transformando-o no maior fornecedor de ostras para os restaurantes do Brasil, especialmente de São Paulo e Rio e, juntamente com Santo Antônio de Lisboa, se transformado em importante polo gastronômico”. De fato, tanto quanto o leitor, a cidade está estupefata com os últimos acontecimentos. E espera que o futuro prefeito resgate (e revitalize) tanto a Praça 15 quanto a Fenaostra, além de tantas outras belezas da cidade.

Turismo…

Empresários e técnicos ligados ao turismo estão trocando correspondências há algum tempo, denunciando o descaso do governo do Estado e da prefeitura quanto a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor. “Entendo, sim, importante falar com o futuro prefeito, mas mostrar o descaso com o turismo. Pelo menos (para ele) perceber que gradativamente a sociedade civil do turismo está ficando irritada”, diz um empresário.

… em guerra

Uma das mais duras críticas do setor, dirigida ao governo do Estado, refere-se à pose heroica das autoridades quando recebem prêmios nacionais e internacionais relacionados ao turismo, sendo que na verdade todo o esforço para a conquista de espaços no Brasil e exterior é desenvolvido (e muitas vezes custeado) pela iniciativa privada. Outro empresário critica a falta de definição quanto à secretaria estadual de Turismo, acéfala e submetida ao jogo de interesses políticos.

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