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Pesquisa do Ministério da Saúde coloca Florianópolis no topo das capitais onde as pessoas se alimentam melhor e fazem atividades físicas

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde ontem demonstra uma contradição em Florianópolis. É a capital com o mais alto número de pessoas que praticam exercícios físicos (41% contra 30% da média nacional) e também onde as pessoas se alimentam melhor (25%). Mas, ao mesmo tempo, 48% estão com excesso de peso e 15% obesos.

O estudante Roger Verzola, 17 anos, pratica exercícios físicos ao ar livre regularmente com um grupo de amigos do colégio e acha que a explicação para a diferença é simples. Segundo ele, muitos colegas acreditam que uma hora de exercícios intensos na academia é suficiente para eliminar uma refeição muito calórica.

— Eles vão à lanchonete, comem vários hambúrgueres, batatinha frita e refrigerante e pensam que a esteira será suficiente para mandar toda a gordura embora. Eu já aprendi que isso não existe, uma hora de bicicleta não elimina nem a batatinha.

Orientados pela professora de educação física Mirian Cortiço, Roger e os amigos aderiram aos exercícios diários. Mesmo com muito conteúdo para estudar, pois estão no último ano do ensino médio, eles não deixam de participar da aula ao ar livre.

— Tem que abandonar a falta de vontade e fazer os exercícios. E a prática só traz bons resultados quando equilibrada com a alimentação e outros componentes da rotina. Não precisa muito tempo, 30 minutos diários são suficientes — diz Mirian.

Os adolescentes ainda estão longe da velhice, mas podem preveni-la. Com o avanço da idade, principalmente após os 30 anos, o ser humano envelhece de 5% a 25% a cada década, esclarece o estudioso sobre a interrelação entre atividades físicas e saúde, doutor em Educação Física, Adair da Silva Lopes.

— Já está comprovado que a pessoa que se exercita tem o envelhecimento muito mais lento do que os sedentários. Mas sempre deve se buscar o equilíbrio, com uma vida menos estressante, boa alimentação e, claro, prática rotineira de exercícios.

A coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, relaciona a obesidade com o período em que a pessoa está ingressando no mercado de trabalho e consolidando a carreira profissional.

— Uma boa parcela da população não consegue organizar o tempo para manter atividades física, e com a má alimentação, o indivíduo ganha peso com mais velocidade.

Se fizer algo que gosta, é fácil

Uma boa dica para conseguir mudar os hábitos de vida é transformar a hora do exercício e da refeição em um momento de prazer. Para isto, procure fazer uma atividade que goste. O casal Maria Idalete da Rosa, 62 anos, e João da Rosa, 63 anos, optou por práticas diferentes. Ela caminha em média oito quilômetros por dia e ele pedala. Entre a dupla, o clima de competição torna cada gota de suar uma grata recompensa.

— Comecei a caminhar quando tinha 46 anos e agora sou uma pessoa bem mais disposta e feliz. Meu marido diz que fico muito agitada quando, por algum motivo muito forte, não posso vir fazer meus exercícios. O casal bem disposto ainda aproveita as academias ao ar livre para reforçar os músculos, com atividades de força e de flexibilidade.

Os alimentos saudáveis e naturais, encontrados em lojas especializadas na Capital, são bastante consumidos por quem já adotou os exercícios como uma prática rotineira. O funcionário público Lúcio Frazen, 42 anos, consome produtos naturais e suplementos há 10 anos.

— Está cada vez mais acessível. A variedade e a qualidade são incentivadores para a adequação de uma alimentação adequada. E a combinação de exercícios com uma alimentação balanceada deve ter sempre o acompanhamento profissional, como um nutricionista e personal trainer.

O professor de educação física da UFSC Markus Nahas, que estuda a promoção de estilos de vida saudável, acredita que todos possam adotar hábitos melhores no cotidiano.

— A maioria das pessoas assiste a umas duas horas de televisão diariamente e fica furiosa quando é acusada de arrumar desculpas para não praticar exercícios físicos. Muitos adultos não comem sequer uma fruta por dia. O ideal é que a transformação ocorra em um contexto cultural e não por temer doenças.

Faça as contas

Descubra se você está dentro do peso, acima ou sofre de obesidade

IMC = peso / (altura x altura)

Situação

Abaixo de 18,5 = abaixo do peso ideal

Entre 18,5 e 24,9 = peso normal

Entre 25,0 e 29,9 = acima do peso

Entre 30,0 e 34,9 = obesidade grau I

Entre 35,0 e 39,9 = obesidade grau II

40 ou mais = obesidade grau III

Exemplo: Uma pessoa com 1,80 metros e que pesa 72 quilos IMC = 72 / (1.80 x 1.80) IMC = 72 / 3.24 IMC = 22.22 IMC = 22 (arredondando)

(DC, 10/04/2012)

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