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Quer fugir do vento? Saiba como escolher a praia certa

A dica é ir sempre na direção contrária ou optar por balneários protegidos

Quem mora em Floripa já deve ter percebido que o único jeito de não pegar vento na Ilha é ficar trancado em casa. O fenômeno arrasta cadeiras, faz voar a canga, vira o guarda-sol, levanta saias, joga areia no olho e esculhamba o cabelo. E, se for frio, pode até fazer você deixar a praia num dia sem calor intenso.

Os ventos influenciam diretamente o comportamento das águas, das marés, das ondas e das correntes. Por isso, identificá-los ajuda a não atrapalhar o seu verão. Nada mais chato do que escolher uma praia onde a maior atração é a rajada de areia. O cuidado deve ser maior para quem gosta de pescar, navegar ou praticar esportes como windsurf e voo livre.

Segundo a Epagri/Ciram, o vento predominante em Florianópolis vem do quadrante Norte (ventos Norte e Nordeste). Ele é quente e seco. O Sul é o segundo mais frequente. Ele é o mais intenso, frio e uivante. Quando está muito abafado e acontece uma mudança no tempo, com chuva bem distribuída, o vento Sul costumar mostrar a cara.

É por isso que muitos manezinhos da Ilha costumam dizer que, com a passagem do vento Sul, o tempo limpa, mandando a nebulosidade embora. Ele está mais relacionado com Florianópolis, e faz parte, inclusive, da cultura local, por meio de mitos e lendas, da literatura e da música. Tem ainda o vento Leste, a tal lestada. Quando vem, traz junto nuvens cinzas ou carregadas. Aí não tem jeito. Tem que ser guerreiro pra ficar na praia.

Qual é o vento?

A forma mais comum para descobrir qual vento está soprando é se basear pela direção. Pela lógica, você saberá se localizar. Birutas, bandeiras dos guarda-vidas e até o movimento que a canga faz no ar também ajudam. Mas, se mesmo assim você se sentir perdido, há outra dica: vire-se para o sol, que nasce no Leste, e abra os braços. Se for pela manhã, o braço direito apontará para o Sul, e o esquerdo, para o Norte. Nas suas costas, estará o Oeste.

Segundo o repórter de surfe Maurio Borges, que avalia as condições do tempo há 20 anos, há duas características marcantes desses dois ventos. O vento Sul trás águas claras e com temperaturas amenas, ideais para o pessoal do mergulho, já os ventos Norte-Nordeste mantém as águas escuras, e quase sempre frias.

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Na contramão

A dica de Maurio é ir na direção contrária ou optar por balneários protegidos. Se for dia de vento Sul, evite praias que o recebem de frente, como a Joaquina, o Campeche e a Mole. Na Ilha, o ideal é ir para o Norte. A região estará mais escondida, já que o vento precisará passar por morros e prédios antes de chegar à praia.

Por suas posições geográficas, Barra da Lagoa e Matadeiro também são boas opções. A mesma lógica vale para o vento Norte-Nordeste: fuja para o Sul ou para praias escondidas por costões. Segundo o meteorologista da RBS, Leandro Puchalski, o Nordeste predomina durante o verão, sempre interrompido com as chegadas de frentes frias. Algumas vezes, ainda surge o Leste, batendo contra a lateral direita da Ilha, e o Oeste, vento mais seco, que vem do interior do Estado.

Litoral Centro-Norte

Se ao Sul o vento é capaz de esfriar a animação em um dia de praia, no Litoral Centro-Norte as rajadas estão mais para brisa do que para ventania _ e acabam sendo um refresco para aliviar o calor. De agosto a janeiro, predomina o vento Nordeste, mais morninho. A partir de fevereiro, o Sudeste passa a ser mais frequente.

Segundo Sergey Alex de Araújo, geógrafo responsável pelo laboratório de climatologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), as brisas não costumam passar dos 6 km/h, uma velocidade bem confortável. A exceção fica para os ventos que acompanham as tempestades, principalmente nas tardes de verão.

De onde vem?

“A oração varou o maral e o vento soprou de terral”. O trecho da música Salão de Festa a Vapor, da banda Dazaranha, de Floripa, mostra como os nativos ligados ao mar têm conhecimento sobre o vento. Para entender o fenômeno, você também precisa saber que o vento pode ser terral ou maral.

Maral

Os ventos se deslocam das áreas de baixa pressão (mais frias) para as de alta pressão (mais quentes). Durante o dia, oceanos e Continentes recebem a mesma quantidade de luz e calor. O planeta se aquece mais rápido, com isso, os ventos sopram do mar para a Terra. O resultado é o maral, que deixa o mar “balançado” e as ondas irregulares.

Terral

Durante a noite, o processo se inverte. Os oceanos retêm o calor, enquanto a Terra perde. Lá vem o vento terral que costuma deixar o mar liso.

(DC, 03/02/2012)

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