ACL e Cultura

Por Sérgio da Costa Ramos (DC, 25/11/2011)

Quando se trata de verba para a Cultura, o verbo é “encurtar”. E até mesmo os bons projetos não se completam. A restauração da Casa José Boiteux, por exemplo. Sede da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico, o casarão da Avenida Hercílio Luz, antiga Academia de Comércio, passou por uma restauração meramente cosmética.

Pintaram o “invólucro”, inauguraram para a “photo oportunitty” e chamaram os novos inquilinos: ao ensejo das comemorações do Sesquicentenário de Cruz e Sousa, as carências do prédio ficaram em lamentável relevo: instalações elétricas e hidráulicas em precário estado; telhado “permeável” a intempéries: em dias de mau tempo, chove mais dentro da Academia do que na rua.

É a política da “curtura” para a Cultura. Fazer de uma excelente idéia apenas uma boa notícia fugaz. Histórias de bom começo, mas sem “meio” e sem “fim”.


Publicado em 25 novembro de 2011

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Cultura, Radar
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