Saneamento básico

Editorial do DC (23/02/2011)

O prefeito de Florianópolis encaminhou à Câmara de Vereadores o Plano Municipal de Saneamento Básico, que começou a ser elaborado no ano passado e cujo objetivo é garantir, no prazo de 20 anos, a universalização dos serviços de saneamento, abastecimento de água, destinação do lixo e drenagem da cidade. Orçado em R$ 2,5 bilhões, a definição do projeto contou com a participação de entidades de representação social em oito audiências públicas. No mesmo dia em que o plano foi anunciado última segunda-feira , o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) garantiu um financiamento de R$ 300 milhões para a arrancada do programa.

A crônica falta de investimentos consistentes – e constantes – nesses serviços no país, em especial nas áreas urbanas, tipifica um descaso quase criminoso para com a saúde da população e o meio ambiente. Em contraste com quase todos os demais indicadores econômicos e sociais que exibe, Santa Catarina equipara-se, em matéria de saneamento básico, a alguns dos mais atrasados países africanos e asiáticos.

Ademais, segundo o Atlas de Saneamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é estreita e direta a relação entre a falta ou precariedade desses serviços públicos essenciais com a incidência de pelo menos seis ameaçadoras doenças que podem assumir feição epidêmica: dengue, malária, hepatite A, leptospirose, tifo e febre amarela. Isto basta para conferir extrema urgência ao plano, que, espera-se, não seja obstaculizado pela burocracia sufocante e insensata que continua em cartaz e ainda impede que o Brasil decole para o futuro.


Publicado em 23 fevereiro de 2011

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Meio Ambiente, Radar
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