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Editorial do Diário Catarinense (11/01/2011)

Como de hábito durante a temporada de verão, o movimento nas rodovias da região da Grande Florianópolis foi intenso no final de semana de sol e mar e, como também está se transformando em rotina, enormes filas se formaram na volta para casa. Na SC-401, que dá acesso às praias do Norte da Ilha de Santa Catarina, como as movimentadas Canasvieiras e Jurerê, os carros se deslocam a uma velocidade que mal chegava a 30 quilômetros por hora. Não foi diferente na SC-405, que liga o Centro aos balneários do Sul, como Campeche e Armação, onde as filas superaram dois quilômetros de extensão.

Na BR-101, em direção às praias de Palhoça e do Litoral Sul, as filas chegaram a atingir absurdos e inaceitáveis 15 quilômetros de extensão, no final da tarde de domingo, na altura do Morro dos Cavalos e nas proximidades da praça do pedágio já em área urbana. Florianópolis (e também seu entorno), considerada o melhor destino turístico do país, não poderá conviver com esta realidade por muito tempo, sob pena de graves prejuízos econômicos, sem falar na já evidente queda na qualidade de vida dos seus moradores. O lugar-comum é eloquente: onde não há qualidade de vida, não haverá turismo de qualidade.

No domingo, entre as 13h e as 19h, numa tentativa de amenizar a situação na BR-101 Sul, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou o acostamento para o trânsito, sentido norte-sul, no trecho da ponte do Rio Cubatão, um notório gargalo da rodovia ainda em obras. Não resolveu, por óbvio, mas ajudou. Cabe, entretanto, frisar que esta é uma medida pontual e cosmética. Não é uma solução, nem o caminho adequado para chegar lá. Ademais, se esta “pista” improvisada não for intensamente fiscalizada, ela se transformará em mais uma armadilha, eis que a falta de acostamento é potencial ameaça à segurança do trânsito, principalmente de um trânsito como o de Santa Catarina, no qual a imprudência e a irresponsabilidade dos condutores de veículos imperam. Planejamento, obras permanentes e competente gestão, eis o jeito de desatar o nó da imobilidade.

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