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Estudantes reivindicam coleta seletiva em Santo Amaro da Imperatriz

A faixa na entrada da escola mostra a pressão exercida por professores e estudantes: “Por que não temos coleta seletiva em Santo Amaro da Imperatriz”? E a ação da escola não fica só na retórica. Ontem foi realizada a 1ª Mostra Nereu Ramos de Educação Ambiental, com atividades de educação sobre o tema.

Quem passou pelo colégio estadual pôde ver estudantes empolgados. A ação teve apresentações de documentários realizados pelos estudantes, desfile de moda com roupa reciclada, além de debates.

O diretor José Vanderlinde explica que todo ano um assunto é escolhido para ser debatido. Neste, a Copa do Mundo sofreu uma derrota para a reciclagem de lixo. No primeiro semestre, os professores participaram de capacitação, por meio de palestras e visitas. Uma delas foi a ida até Angelina, também na Grande Florianópolis, onde há coleta seletiva.

Uma pesquisa realizada com mil pessoas de Santo Amaro mostrou que, em 12 bairros, a percentagem ficou superior a 90% quando os entrevistados foram questionados se “você concorda com a coleta seletiva em Santo Amaro”.

No segundo semestre, começaram as atividades com os alunos. E aumentou a pressão. Professores e estudantes já visitaram o prefeito, a Câmara de Vereadores e a Secretaria do Meio Ambiente. No desfile de 7 de Setembro, foram com uma camiseta com os dizeres “Recicle sua vida”.

– Às vezes as ideias ficam restritas às escolas. Nós atuamos com o poder público. Se não der certo dessa forma, vamos fazer abaixo-assinado e manifestações. Nós queremos a coleta seletiva e vamos lutar por isso – argumentou a professora de ciências Angelita Maria dos Santos Felisbino.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Santo Amaro da Imperatriz, Fábio Turnes, ainda não há um projeto para a coleta seletiva de lixo.

Mas ele diz que estudos estão sendo feitos e que a ideia é que o sistema seja implementado no ano que vem.

A discussão sobre o meio ambiente não é novidade na escola. Desde 2003 há atividades em relação ao assunto, como uma horta e um pomar.

Um grupo da 5ª e 6ª séries do ensino fundamental também recolhe lixos recicláveis nas salas de aula. Depois de separarem, vendem os materiais. Com esse trabalho, uma turma já foi ao Beto Carrero World com o dinheiro arrecadado.

Em outubro, outros estudantes irão para Brusque conhecer o Zoobotânico de Brusque.

Os estudantes já viram o quanto o lixo pode ser útil. Agora só falta a prefeitura entender a mesma coisa.

(Por MAURÍCIO FRIGHETTO, DC, 15/09/2010)

Ambiente aquecido

As garrafas de plástico pet não servem apenas como recipiente para bebidas como refrigerantes. Em vez de serem jogadas no lixo, as pets podem ser utilizadas como aquecedor de água, usando o calor do sol.

O sistema usa um captador de luz, com garrafas pet e caixas de leite pintadas de preto, que acumula mais calor, e um reservatório de água. O líquido sai do reservatório, passa pelo sistema e volta aquecido.

– Entre as 10h e as 16h, a água pode ser aquecida a 58ºC. E ela perde um grau por hora. Então, de noite ela ainda está morninha – explicou o estudante Felipe Lean, 18 anos.

O único problema foi que ontem não tinha sol e a água não aqueceu durante o evento.

– O sol não ajudou. Senão nós íamos mostrar como a água fica quentinha mesmo – disse Felipe.

(DC, 15/09/2010)

Um sustento para a família

Com sete filhos, Ivete Bampi, 47 anos, virou catadora de lixo para sustentar a família. Além de garantir o sustento da casa, foi adquirindo objetos, como armário e vidros para as janelas. A história foi contada em um documentário da mostra dos alunos.

Há 10 anos, quando ficou desempregada, viu caixas de papelão em um terreno baldio. Ela as recolheu e vendeu. Conseguiu o leite para alimentar a filha mais nova:

– No outro dia, peguei rodas de um bicicleta e fiz um carrinho. Fiquei muito nervosa, tremia. Mas fui me acostumando. Catador é uma profissão digna como qualquer outra.

Ivete lembra de um dia especial como catadora. Saiu de casa irritada, parecia que nada dava certo. Na primeira lixeira, nada, assim como na segunda. E veio a surpresa:

– Achei uma estátua da Nossa Senhora Aparecida. Dez metros depois, um caminhão parou e disse que uma marcenaria tinha lixo guardado pra mim. Com aquele material ganhei R$ 400 – conta a ex-catadora.

Há um ano, Ivete é servidora da Escola Nereu Ramos.

(DC, 15/09/2010)

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