Males que vêm para o bem. Será?

Da coluna Visor, por Rafael Martini (DC, 30/08/2010)

A criminosa derrubada do casarão do século 19, em São José, no último final de semana, trouxe à tona a discussão sobre a preservação do patrimônio histórico e arquitetônico em São José. O superintendente da Fundação de Cultura e Turismo, Djalma Cardoso, defende a imediata instalação de placas informativas em frente aos 19 imóveis tombados na cidade, com dados sobre a data de construção, o que funcionou no local e até do respectivo proprietário.

– Vamos acabar com a chance de usar a desculpa de que botou abaixo o prédio porque não sabia da lei de preservação.

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Atualmente, explica ele, o município possui 35 projetos em análise no governo federal para restauração e recuperação de prédios históricos. Entre as prioridades estão a antiga Câmara e Cadeia (1850), que em 2008, apenas três dias depois de ser restaurada, sofreu um incêndio na parte interna e, desde então, segue interditada. Por fora, a fachada está quase intacta, mas por dentro (foto) está destruída. O Theatro Adolpho Mello (1856) também está na lista, à espera de dinheiro. Tomara o que o triste fim do casarão, antigo entreposto comercial, ajude a desengavetar mais rápido as propostas. Diz o ditado que há males que vêm para o bem. Será mesmo?


Publicado em 30 agosto de 2010

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