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O mundo em Copenhague

Artigo escrito por Sérgio Luiz Fontes – Diretor do Observatório Nacional, doutor em Geofísica pela Universidade de Edimburgo (DC, 09/12/2009)

O mundo vai acabar. A humanidade tem se preocupado com esta ameaça ao longo de toda história. E, no final das contas, de fato, o mundo sempre acaba para todos nós. Para Edward Lorenz, o fim do mundo foi no dia 16 de abril de 2008. Meteorologista e matemático brilhante, ele morreu de câncer aos 90 anos. Lorenz revolucionou a ciência ao formular a Teoria do Caos quando tentava compreender por que é tão difícil fazer previsões meteorológicas.

Em suas linhas gerais, a teoria formulada por este extraordinário cientista e pensador chega à conslusão de que uma mudança, aparentemente insignificante, nas condições iniciais de sistemas complexos, como o clima, pode causar impactos quase que inimagináveis como resultado final.

Para Lorenz, era como se “o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas”. Daí o chamado Efeito Borboleta. Como todos já devem saber, pela propaganda maciça do mais recente “arrasa-quarteirão” de Hollywood, o próximo Juízo Final está marcado para 21 de dezembro de 2012, quando termina a contagem de um dos calendários dos maias.

Sim, há quem fature bastante com o fim do mundo. Mas, uma vez que todas as previsões anteriores falharam, é recomendável prepararmos um bom café da manhã para o dia seguinte.

O mundo está com todas as atenções voltadas para Copenhague, onde se desenvolve a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Enquanto isso, centenas de milhões de pessoas sofrem com a falta de água própria para o consumo em outras regiões mais ao sul do globo, com sede, doenças e até guerras. E esta não pode ser simplesmente encarada como uma consequência do aquecimento global, de que não se pode, nem mesmo, afirmar que realmente exista, embora as pesquisas a respeito estejam sendo fartamente financiadas por muitos governos e instituições privadas.

Não é uma previsão catastrófica, o fim do mundo, mas um problema com soluções econômicas e políticas. Enquanto cientista, eu me preocupo mais em desenvolver projetos que ajudem a mapear e a promover uma boa gestão dos recursos hídricos do que com a suposta elevação dos mares, produzida pelo aquecimento da Terra, daqui a 50 anos.

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