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Os pinguins de volta para casa

Aves que chegaram a SC há dois meses foram libertadas ontem

Eles parecem destoar do ambiente, mas não são tão raros no nosso litoral. De vez em quando, os pinguins dão as caras por aqui. Cansados, eles contam com ajuda para voltarem para casa. Foi o que fizeram 12 deles, na manhã de ontem. Uma equipe da Polícia Militar Ambiental soltou os animais entre a praia Brava e a Ilha do Arvoredo, norte da Ilha de Santa Catarina.

As aves, da espécie pinguim-de-magalhães, chegaram ao litoral catarinense há cerca de dois meses e receberam cuidados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Parque do Rio Vermelho.

Outros pinguins, que ainda precisam de tempo para ser recuperar, devem ser soltos nos próximos dias, segundo o sargento Marcelo Duarte. Ontem, ele participou da soltura ao lado de uma veterinária do Centro.

O sargento prevê que a próxima soltura de pinguins seja feita na Reserva de Caraguatá, em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, ou no Parque da Serra do Tabuleiro, ao sul da Capital.

O centro de triagem trabalha, principalmente, com animais marinhos que chegam à costa catarinense nos meses durante os meses de agosto e setembro, mas recebe aves durante todo ano.

Centro também abriga mamíferos

Normalmente, os animais vão para no centro de triagem por conta de migrações malsucedidas. Além dos 12 pinguins que foram soltos na manhã de ontem, outros 15 permanecem em tratamento no local. Eles só voltarão ao habitat quando estiverem reabilitados.

Os animais são soltos sempre em grupos de pelo menos 10 pinguins, pois vivem em bandos. O norte da Ilha é normalmente escolhido como local para o procedimento por ter correntes marítimas. As aves contam com a ajuda delas para conseguirem fazer o caminho de volta.

Além dos pinguins-de-magalhães, atualmente, o Cetas abriga pássaros, mamíferos e até serpentes. Todo o mês chegam pelo menos 300 animais à unidade.

Espécie migratória
> Os pinguins-de-magalhães saem do sul da Argentina, vem até o Brasil e voltam para se reproduzir
> É nesse retorno que muitos deles não conseguem completar o percurso. As aves normalmente param na praia porque estão fracas, são jovens demais ou estão com a saúde fragilizada
> Existem, ainda, animais que passam por manchas de óleo e acabam perdendo a capacidade de impermeabilização, ficando com frio
> Não se sabe ao certo porque os pinguins fazem essa migração, já que ela ocorre em diferentes épocas
> A espécie é a única que aparece na costa catarinense e pode ser encontrada em todo o litoral
Fonte: Ariana Fernandes, veterinária do Ibama

(DC, 15/10/2009)

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