Patrimônio histórico

Artigo escrito por Ademar Arcângelo Cirimbelli – Presidente da Fundação de Apoio ao Estudante Catarinense (DC, 03/09/2009)
Quem ama, preserva. Pelo estado deplorável da maioria dos bens tombados, parece que são poucos os que se preocupam, efetivamente, com o patrimônio histórico de Florianópolis. Segundo os pesquisadores Armando Athayde Carneiro Filho e Sandra Makowiecky, no centro histórico, temos 10 conjuntos urbanos tombados, compreendendo aproximadamente 330 edificações. No início desta década, a prefeitura de Florianópolis, com suporte financeiro do Badesc e do BNDES, idealizou o Projeto Renovar, com o objetivo de revitalizar prédios históricos. A iniciativa teve o respaldo técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan) e do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf). Na ocasião, o então presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), empresário Fernando Demetri, assim se expressou: No passado, demolíamos as edificações antigas. Hoje, a mentalidade é outra e quem possui um imóvel histórico está sentado no ouro.
Não seria mais sensato se a prefeitura, ao invés de construir sua sede, restaurasse e instalasse suas unidades em prédios históricos, como os da antiga Faculdade de Educação de Santa Catarina/Udesc (Rua Saldanha Marinho), a Casa da Câmara e Cadeia (Praça XV de Novembro), o conjunto do então Bairro do Mato Grosso (Praça Getúlio Vargas), o antigo cais Rita Maria (Baía Sul) e os prédios que abrigavam as Fábricas Hoepcke (altos da Felipe Schmidt)? Um belo exemplo, mais recente, é do próprio Badesc, que restaurou o prédio da Rua Almirante Alvim para instalar sua sede, e o edifício da Rua Visconde de Ouro Preto, para abrigar a sua fundação.
A expectativa é de que o Fórum de Cultura de Florianópolis, recém instalado, conquiste políticas públicas que assegurem a preservação do nosso rico patrimônio histórico.


Publicado em 03 setembro de 2009

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Planejamento, Radar
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