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Estratégia ambiental

Artigo escrito por Murilo Flores – Presidente da Fatma (DC, 16/09/2009)

O debate sobre o meio ambiente ganha força quando os eventos climáticos catastróficos ocorrem no Estado. Falta ao Estado uma estratégia ambiental. Falta definir um plano de ocupação de seu espaço, através de uma análise estratégica, que define as áreas onde empreendimentos podem ser alocados, com menor risco. Falta uma estrutura da fiscalização moderna, voltada tanto à educação sobre meio ambiente quanto à repressão para que se cumpra a legislação ambiental. Faltam uma coordenação e um núcleo de inteligência para tal questão.

Os principais problemas ambientais do Estado estão nos seguintes campos: contaminação dos recursos hídricos; ocupação desordenada do espaço urbano e rural; desmatamento ilegal; falta de ações articuladas de monitoramento e prevenção dos eventos catastróficos. Mas o Estado possui competência para enfrentá-los. Possui quadros de alto nível (Epagri, Fatma, UFSC, Udesc), Defesa Civil respeitada e uma capacidade de definir políticas.

Porém, é necessária a organização de algumas ações para concretizar esse potencial. No curto prazo, a formação do Instituto de Meteorologia, Climatologia, a partir da estrutura do Ciram/Epagri, do Instituto de Gestão das Águas, incluindo o Laboratório de Balneabilidade da Fatma. O Ciram acumula, em parceria com a Fundagro, experiência de monitoramento meteorológico, das condições hidrológicas de lagos e de vazão dos rios. A Fatma tem a credibilidade das informações das condições das águas do mar. Montar um conjunto de laboratórios, a partir dessas estruturas, que reúna a competência necessária, é absolutamente estratégico. No médio prazo, a constituição de uma Secretaria de Meio Ambiente, capaz de coordenar as estratégias políticas e ter, como suporte, uma Fatma reformulada e o instituto reunindo as competências científicas necessárias.

Isso já seria um bom começo para a melhor gestão sócioambiental em Santa Catarina.

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