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UFSC estuda impacto de algas nocivas sobre as ostras em Santa Catarina

Projeto segue até o final de 2010
Como as ostras reagem em ambientes de proliferação de algas nocivas? Seu sistema imune sofre alterações? Perguntas como estas poderão ser respondidas por meio de estudos realizados no Laboratório de Imunologia Aplicada a Aqüicultura (LIAA) da UFSC.

Um dos projetos da equipe é direcionado ao estudo do impacto da floração de algas nocivas, usualmente conhecidas como HABs, sobre o sistema imune das ostras cultivadas em Santa Catarina. Uma das novidades é o enfoque dos estudos. Segundo a coordenadora do projeto, professora Margherita Maria Barracco, as atenções são voltadas especialmente para as ostras, não apenas para os consumidores.

Na opinião da coordenadora, muitos estudos são desenvolvidos levando em conta apenas a perspectiva dos humanos, mas as reações adversas nos moluscos são deixadas de lado. “É importante pensar nas ostras também. A floração de algas pode causar mortalidade, fragilidade no sistema imune das ostras e, conseqüentemente, propensão a ter novas doenças. No final, todos acabam prejudicados, inclusive os produtores de moluscos, que têm seus cultivos ameaçados”, explica a professora.

O projeto prevê estudos em duas etapas. Em um primeiro estágio serão realizados ensaios in vitro e células das ostras serão expostas a algas nocivas. Depois serão realizados trabalhos de campo, para observação do efeito da floração das algas sobre as ostras em ambiente aquático. Os resultados das duas etapas serão então comparados. Com duração de dois anos, o projeto prossegue até o final de 2010.

As algas nocivas

As algas nocivas são conhecidas por seu forte impacto ecológico em ambientes costeiros. No setor econômico, causam prejuízos na pesca e na aqüicultura. A grande ocorrência das HABs em ambientes marinhos traz como consequência a contaminação de moluscos bivalves, como as ostras, por suas toxinas. O consumo desinformado de ostras contaminadas pode acarretar em humanos diversas síndromes de infecções alimentares.

Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), Santa Catarina é responsável por aproximadamente 90% da produção nacional de ostras, gerando emprego e renda. A aquicultura (cultivo de organismos aquáticos voltados para o comércio) é o setor de produção de alimentos que mais cresce no mundo. No entanto, a proliferação de HABs por diversas vezes prejudicou essa atividade comercial no Brasil.

Em abril de 2008, cerca de 400 produtores foram afetados com a proibição da venda de ostras no estado. O comércio foi proibido após a ocorrência da chamada maré vermelha na Baía Sul de Florianópolis. O fenômeno consiste na proliferação de algas que emitem toxinas e recebe este nome devido à coloração avermelhada que a água adquire.

Mais informações: Margherita Anna Antonia Maria Barracco (48) 3721-8951 / e-mail: barracco@mbox1.ufsc.br

(Tiago Pereira, Agecom, 15/06/2009)

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