Mata Atlântica será vigiada por satélite

Além da Amazônia, todos os demais biomas do território brasileiro – Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa – serão monitorados por sistema de satélites, anunciou ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A ampliação é resultado da utilização dos satélites Landsat (americano) e Alos (japonês, cuja imagem consegue passar pelo bloqueio das nuvens), ao lado dos sistemas Deter e Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Como o ministério fechou convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG) no ano passado – e a instituição já tinha um trabalho sobre cerrado –, depois da Amazônia esse é o bioma que está com os estudos mais adiantados. A conclusão é que o desmatamento no Cerrado é ainda mais preocupante que na Amazônia.

De 2002, ano em que as primeiras imagens de Cerrado começaram a ser examinadas pela UFG, até agora, verificou-se uma redução de cerca de 10% na vegetação original numa área monitorada de 284 mil km2. O cerrado tem, ao todo, 2.039.387 km2. Significa dizer que o cerrado tem perdido 1,5% de sua área por ano, porcentual três vezes superior ao da Amazônia, que é de desmatamento de 20% em 40 anos ou uma média de 0,5% por ano.

Atualmente, de acordo com o ministério, 60,41% desse bioma ainda tem a vegetação original. Segundo Minc, o primeiro levantamento completo sobre o Cerrado deverá ser concluído em setembro deste ano.

– Com esse resultado, nós vamos estabelecer metas de preservação do cerrado, assim como já fazemos com a Amazônia – destacou o ministro.

O cerrado se espalha por 10 estados e o Distrito Federal. É o segundo maior bioma dos seis existentes no país, perdendo apenas para a Amazônia, e considerado uma das savanas mais ricas do mundo por causa do contato biológico com biomas vizinhos.

Até abril do próximo ano, 25 técnicos, dos quais 22 especializados em geoprocessamento, deverão concluir também o mapeamento da Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.

(DC, 17/04/2009)


Publicado em 17 abril de 2009

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