Marcas de uma produção coletiva

Um peixe alaranjado dá vida à produção da jovem Dharla Kamers, 19 anos, no mural coletivo da Beira-Mar de São José.

Dharla já trabalha com grafitagem há três anos. Ela foi até o grande muro sem pretensões, só para olhar o trabalho, mas acabou sendo convidada para ajudar e se tornar co-autora do painel.

Ela começou a pintar o peixe por volta de 14h e os traços rápidos seguiram a orientação geral de Binho Ribeiro, o diretor do painel.

Na arte que desenvolve com grafite, Dharla faz personagens e tem em uma boneca a característica principal de seu trabalho.

Rhuan Santo, 17 anos, faz do grafite sua profissão. Com dois anos e meio de experiência, o jovem que mora em São José hoje dá aulas de grafite e desenha para uma grife.

A vontade de Rhuan é de poder sobreviver com trabalhos e que possa desenvolver as técnicas do grafite, assim como os artistas que o orientaram, ontem, durante a grafitagem do muro.

– Primeiro, me sinto lisonjeado por poder pintar com os caras. Eles são ídolos, conseguem ter uma vida boa com o grafite – destacou.

Outro ponto importante para Rhuan é que amigos e família poderão passar pela Beira-Mar e ver o seu trabalho em um local público. O muro, que chama a atenção de quem passa pelo local, pode contribuir para quebrar o preconceito em relação ao grafite.

(DC, 26/09/2008)


Publicado em 26 setembro de 2008

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Cultura, Radar
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