Entre a moda e o atraso

Da coluna de Marcos Sá Corrêa (O Eco, 28/02/08)
A Tesco, uma rede de supermercados que vende um quarto das verduras consumidas na Inglaterra, anunciou recentemente que, daqui para a frente, todos os seus produtos terão para exibir, além do preço, seu custo ambiental. Os selos fazem parte de um programa que, até o fim da década, promete cortar à metade a parte que cabe à empresa na conta do aquecimento global por emissão de CO2. Mas seu efeito imediato foi pôr a Tesco no melhor lugar possível de uma corrida quase já tão global quanto a da mudança climática.
A BMW anuncia ultimamente seus futuros motores a hidrogênio como se eles estivessem sob o capô dos carros que saem agora da fábrica para as ruas. O dicionário Oxford apontou “locavore” – um enxerto de prefixo latino em sufixo grego, para designar quem só come o que cresce localmente – como o neologismo da língua inglesa mais típico de 2007. E os enófilos novaorquinos, farejando os novos tempos, discutem se é melhor, pelo menos para o gosto do planeta, tomar vinhos franceses, que atravessam o Atlântico de navio, em vez de californianos, que cruzam os Estados Unidos de costa a costa em cima em lombo de caminhão. O transporte marítimo, em princípio, solta menos fumaça pelo caminho do que o rodoviário.


Publicado em 04 março de 2008

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Meio Ambiente, Radar
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