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Os megacongestionamentos de trânsito que vêm se incorporando à rotina das metrópoles brasileiras confirmam-se a cada dia como uma questão emergencial para os gestores municipais – e Florianópolis, embora de dimensões medianas, enfrenta este problema, pois a Capital catarinense alia uma frota de veículos que cresce rapidamente às peculiaridades de uma geografia montanhosa e de um território pontilhado por áreas de preservação.
A cada dia, o problema deixa de se constituir em preocupação exclusiva de grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo – que ontem enfrentou o maior congestionamento do ano, potencializado por um apagão. Por tudo isso, é importante que as soluções sejam emergenciais e de médio e longo prazos, para que as conseqüências dessa tendência possam ser enfrentadas ainda na fase inicial.
Comum em cidades maiores, o problema dos engarrafamentos foi potencializado até mesmo nas de médio porte pelo descompasso entre a aceleração na venda de veículos e a capacidade do poder público de fazer frente a essa nova realidade. Só em fevereiro deste ano, as vendas de veículos no país cresceram 33,73%, em comparação com igual mês do ano passado, favorecidas pelo aumento do poder aquisitivo e pela expansão do crédito.
A expectativa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) é de que, em 2008, as vendas totais do setor no país se ampliem em 21,33% em relação ao ano passado, que já foi de expansão. Obviamente, o setor público não vem reagindo no mesmo ritmo, seja para assegurar condições de trafegabilidade a essa verdadeira massa de carros, seja para minorar os efeitos ambientais, particularmente no que diz respeito às condições do ar nas áreas mais urbanizadas.
Qualidade de vida nas cidades de médio e grande portes depende em grande parte de alternativas para que a população possa se locomover com facilidade e com o mínimo de agressão ao meio ambiente. Isso significa que, a exigências de maneira geral já mal atendidas por parte dos municípios em áreas como educação e saúde, além de redes de água e esgoto e destino do lixo, soma-se agora mais uma, inadiável e de custo elevado, que é assegurar condições viárias para permitir que os munícipes possam continuar se deslocando com facilidade.
A questão é que os carros, até recentemente considerados simplesmente “de passeio”, tornam-se cada vez mais indissociáveis do dia-a-dia de uma parcela cada vez mais expressiva da população. Grandes centros urbanos no Brasil e no exterior vêm recorrendo a alternativas emergenciais, como rodízio de veículos ou mesmo limites à circulação de ônibus em determinadas áreas, além de obras viárias.
Ainda assim, a explosão no número de veículos em circulação não tem como ser enfrentada apenas pelos municípios, que precisam recorrer também a outras instâncias da federação para revolucionar o transporte coletivo, com ênfase em alternativas de custo elevado mas indissociáveis de grandes centros urbanos, como o metrô. No caso específico de Florianópolis, o metrô de superfície, que será implantado num futuro não tão distante, é uma alternativa que irá minorar o caos reinante.
(Editorial, DC, 05/02/08)

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