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Comunidade Sapiens: Roteiro oferece qualidade gastronômica

Uma exótica mistura de camarão, ostras e aipim é o prato principal do recém lançado Roteiro Gastronômico do Norte da Ilha. A proposta do projeto, que integra 12 restaurantes da região, é aumentar o fluxo de clientes e turistas, além de fortalecer o turismo da região durante todo o ano e qualificar os empreendedores locais. Idealizado pelo Sapiens Parque, com o apoio do Sebrae/SC, o Roteiro está integrado a um projeto maior, o Comunidades Sapiens, que visa capacitar a mão-de-obra local e adequar a estrutura da região para comportar, no futuro, o pleno funcionamento do Parque.

A coordenadora do Comunidades Sapiens, Maria Gorete Hoffmann, explica que a idéia do Roteiro Gastronômico surgiu a partir da necessidade de ter, no entorno do empreendimento, estabelecimentos qualificados para atender bem o turista durante todo o ano. Após pesquisar outros modelos de roteiros gastronômicos no Brasil e no exterior, a coordenação iniciou a seleção dos restaurantes parceiros. Para isso, foram chamados estabelecimentos que já funcionam durante todo o ano e que contavam com qualidade no atendimento, com funcionários com cursos de manipulação de alimentos e que já passaram pelo Programa de Alimentação Segura (PAS).

Inicialmente, o Roteiro funciona com 12 restaurantes dos bairros de Cacupé, Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Daniela, Jurerê, Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus e Ingleses. Para marcar os estabelecimentos membros, foi desenvolvido um prato especial, que será servido por todos os restaurantes, junto com o cardápio tradicional de cada um. O Esplendor da Ilha é composto por dois frutos do mar símbolo da Ilha – o camarão e a ostra – sobre uma base de aipim, outro alimento tradicional da região. A iguaria é complementada por uma guarnição de couve e molho a base de mostarda, vinho e pimentão.

O prato foi desenvolvido por professores do curso de gastronomia da Unisul, com a colaboração dos chefs dos restaurantes membros. Segundo o coordenador do curso de gastronomia e turismo virtual da Unisul, Luiz Guilherme Buchmann, além de serem alimentos típicos da Ilha, todos os ingredientes podem ser encontrados para consumo durante o ano inteiro. A combinação de aipim (carboidrato), ostra e camarão (proteína) e a couve forma ainda um prato nutricionalmente completo.

Outro diferencial da proposta é a forma de servir o prato. A degustação do Esplendor da Ilha é feita em pratos artesanais de cerâmica, desenvolvido por oleiros do Norte da Ilha. Após a refeição, os clientes ainda podem levar o prato como uma lembrança do projeto e de Florianópolis.

Inclusão social e crescimento da economia

O projeto Comunidades Sapiens, lançado em julho, tem como base quatro pilares voltados à inclusão social e ao crescimento da economia da região: Central de Serviços para Construção Civil, Telecentro, Artesanato e Roteiro Gastronômico. “O Sapiens Parque tem uma base tecnológica forte, mas busca o turismo e a arte como meio de integração da tecnologia na comunidade. O objetivo é fazer com que os moradores se insiram no projeto e estejam preparados para receber os negócios que serão gerados. Não adianta ter o parque, se não há pessoas preparadas para atuarem nesta estrutura”, diz a coordenadora do Comunidades Sapiens, Maria Gorete Hoffmann.

A partir da necessidade de capacitar as comunidades do entorno do Sapiens, tanto em relação a mão-de-obra qualificada, como a infra-estrutura, surgiu o Comunidades Sapiens, que é desenvolvido com o apoio do Sebrae. A Central de Serviços para Construção Civil, por exemplo, visa capacitar estes trabalhadores que, no futuro, podem vir a suprir a demanda de construção do próprio Parque. Já o Telecentro é voltado para a inclusão digital, onde a comunidade poderá ter acesso a computadores e ser capacitada para prestar serviços de informática. A idéia do centro, que deve começar ainda na primeira quinzena de dezembro, é formar pessoal que possa ser absorvido por empresas que se instalem no Sapiens Parque.

Junto com o Roteiro Gastronômico, o Programa de Artesanato completa a proposta. A meta é montar uma associação de artesãos que trabalhem com a cultura da cidade. “Os projetos são escolhidos pela qualidade do produto. Com a apoio de designers, queremos recuperar os ícones da Ilha e convertê-los na forma de artesanato”, informa Maria Gorete. A primeira loja da associação, a Quinta das Artes, irá funcionar dentro do parque, como forma levar as pessoas para o empreendimento.

Preços também vão ser padronizados

Para os proprietários de restaurantes, o ponto central do Roteiro Gastronômico é firmar o Norte da Ilha como uma opção de lazer não apenas para os turistas, mas também para os moradores da Capital. “A região possui restaurantes de excelente qualidade, porém muitos turistas e moradores de outras regiões ainda desconhecem tais potencialidades”, afirma o coordenador do projeto, Milton Borges. Além de reduzir a sazonalidade, a proposta também passa pela padronização dos preços dos fornecedores, redução de custos, melhoria do atendimento e qualificação da mão-de-obra.

O chef de cozinha e proprietário do restaurante Toca de Jurerê, localizado em Jurerê Internacional, Adilson Lucinda, conta que decidiu aderir ao projeto devido a proposta do resgate da cultura da região, aliada a possibilidade de aumentar o fluxo de visitante na região. “Fomos indicados pela Abrasel e acho muito interessante o projeto do Sapiens Parque, porque abre um excelente caminho, o que é ideal para a gente, principalmente durante o inverno”, aponta.
O Toca de Jurerê funciona durante todo o ano e, desde a abertura registra cerca de 50% de aumento na clientela. Os carros-chefes da casa são a moqueca de garoupa e a garoupa grelhada, mas Lucinda conta que, desde que foi anunciado, o Esplendor da Ilha já conta com boa aceitação. “É um prato que chama a atenção dos turistas, que ficam curiosos para experimentar esta combinação”.

O proprietário do Ancoradouro, Paulo Roberto França Barbosa, afirma que o prato também já começa a atrair clientes no restaurante instalado em Ingleses há cinco anos. “Já vendi alguns pratos do Roteiro, principalmente para conhecidos. A resposta ainda é pequena, mas acredito que a proposta irá se firmar, pois ainda estamos iniciando a divulgação”. Para ele, é grande a expectativa, principalmente visando uma maior presença de clientes durante a baixa temporada. “O objetivo é atrair não somente turistas, mas também os moradores da cidade, incorporando o Roteiro à vida da Capital”, completa.

Outro ponto destacado por Barbosa é uma maior qualificação dos restaurantes da região.

(Por Natália Viana, AN Capital, 10/12)

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3 Comentários

  1. Zany Leite disse:

    Ola,

    Bom dia, gostei do artigo e da ideia deste roteiro gastronomico no norte da ilha, queria saber do interesse em ter no Sapiens Parque restaurantes de outras culturas e culinarias, explico, estou no Sul da China, aqui sempre me perguntam se a comida chinesa no Brasil e igual a daqui, ,acredito que alguns chineses estariam interesados em se instalar em Florianopolis. Existe algum incentivo para isso, como por exemplo terreno etc?

    zany

  2. Jeanne gomes disse:

    Olá
    Gostei muito do texto, sou estudante do curso de bacharelado em turismo e pretendo me especiliazar em gastronomia.
    por isso tenho pesquisado na internet sobr eo assunto.
    parabéns!

  3. Jeanne gomes disse:

    No momento participo de um Projeto para a Formatação de Roteiros Alternativos para ser comercializado em Janeiro na cidade de Belém do Pará, onde será realizado o próximo Fórum Social Mundial. Estamos tentando formatar um Roteiro Gastronômico para o evento.
    Sendo assim o seu texto foi bastante enriquecendor.
    Se tiveres mais informações sobre como formatar esse tipo de roteiro, agradeceria.
    Jeanne Gomes

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