Câmara quer municipalização do Parque Ecológico do Córrego Grande

Os vereadores da Capital, a presidência da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e entidades comunitárias aguardam uma decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o futuro do Parque Ecológico do Córrego Grande. Com o fim do contrato de cessão da área pela União em dezembro do ano passado, o município afirma estar impedido de atuar legalmente no local e cobra uma posição do órgão do governo federal.

A área de cerca de 22 hectares pertence à União e desde 2001 vinha sendo administrada pelo poder público municipal por meio de um contrato de comodato com o Ibama. O acordo se encerrou no dia 4 de dezembro de 2005. Os vereadores e a Floram reivindicam a cessão definitiva da área para o município ou a renovação do contrato. “Este impasse está impedindo o município de investir economicamente no parque”, disse o vereador João Batista Nunes (PDT), que presidiu uma audiência pública ontem na Câmara de Vereadores sobre o assunto.

Na reunião, os participantes falaram em falta de vontade política do Ibama. O vereador Alexandre Fontes (PP) entende que a manutenção do parque ficará comprometida enquanto não for decidido o seu destino. A reportagem procurou o superintendente do Ibama em Santa Catarina, Luis Ernesto Trein. Ele informou, via assessoria de imprensa, que não pôde comparecer à reunião na Câmara devido a uma audiência em Joinville.

O processo de municipalização do parque, segundo a assessoria, está sendo analisado pelo setor jurídico do Instituto e segue os tramites normais. O parque recebe uma média de 500 pessoas diariamente. Nos fins de semana a visitação aumenta e duas mil pessoas o freqüentam diariamente.
(Diogo Vargas, A Notícia, 13/06/2006)


Publicado em 13 junho de 2006

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