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Ferrugem e madeiramento velho comprometem segurança de passarelas na Capital

A situação de algumas pontes e passarelas em Florianópolis preocupa moradores e visitantes. Conforme um relatório do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), pelo menos 14 estruturas necessitam de reformas urgentes. A reportagem visitou algumas delas e constatou que, em determinados casos, a condição é precária.

Na passarela que passa sobre a Avenida Paulo Fontes, em frente à Rodoviária Rita Maria, os moradores e turistas precisam conviver com uma estrutura que balança e assusta quem tem alguma dificuldade de caminhar, como a idosa Madalena Manoel Custódio, de 69 anos. Ela vai de Laguna a Florianópolis a cada dois meses, para visitar o filho que mora na Capital. Quando chega, precisa passar pela estrutura antes de ir.

A estrutura metálica também apresenta sinais de ferrugem avançada, apesar de uma placa instalada na passarela mostrar que o local passou por revitalização em 2014. A sinalização com o nome do ex-prefeito César Souza Júnior comemora o término das obras.

Quando o sol começa a cair, a passarela também vira abrigo para moradores de rua, que usam a estrutura para passar as noites, que ainda tem problemas de iluminação quebrada em alguns locais.

A alguns quilômetros dali, na Avenida da Saudade, que é um dos principais acessos da região central às praias do Norte e do Leste da Ilha, outra passarela também incomoda os usuários. A estrutura tem diversos pontos de ferrugem, principalmente quando fica mais próxima ao mangue do Itacorubi. Em alguns locais, a estrutura de ferro já está tão deteriorada que pode ser quebrada com as mãos, sem esforço.

O local é bastante usado por moradores que saem dos bairros Itacorubi e Córrego Grande, em direção à Avenida Beira-Mar Norte. O funcionário público Everaldo Amaral diz que passa de bicicleta pela passarela todos os dias, há quatro anos. Morador do Córrego Grande, ele afirma que nunca viu nenhuma obra de revitalização no local.

— Estrutura precária, tem várias partes caída. É um perigo principalmente para crianças — acredita.

Os problemas também atingem locais que são pontos turísticos. Na Barra da Lagoa, turistas do mundo inteiro atravessam a passarela que dá acesso às piscinas naturais. Embora o madeiramento superior tenha sido trocado, embaixo o que se vê são madeiras velhas e muita ferrugem nas estruturas metálicas.

De acordo com o garçom Calos Magno Costa Medeiros, que trabalha em um quiosque que fica na entrada da passarela, a prefeitura também trocou algumas telas, para evitar que crianças pulem da estrutura até o rio.

A passarela sobre a Avenida da Saudade é um dos locais que apresenta mais desgaste na estrutura metálica. Em alguns pontos, é possível quebrar o metal deteriorado, como se fosse biscoito. Moradores afirmam que o local nunca passou por nenhuma reforma, desde que foi inaugurado. Nas partes mais baixas, a ferrugem também compromete a segurança de quem passa.

— Tem muita corrosão, realmente precisa de reforma — afirmou Everton.

Prefeitura diz que não foi notificada
Embora a recomendação do TCE-SC tenha sido emitida no dia 19 de novembro, o secretário de Infraestrutura Valter Gallina afirma que não houve notificação até o momento. Ele diz que soube dos problemas pela imprensa e que determinou aos engenheiros da pasta que realizassem um diagnóstico sobre a situação desses locais.

De acordo com o secretário, o levantamento da situação dos pontos problemáticos já está pronto e deve ser encaminhado ao prefeito Gean Loureiro (MDB), assim que ele retornar ao trabalho.

— Determinamos aos nossos engenheiros para fazer as análises técnicas das pontes. Já temos os projetos para a reconstrução das passarelas e da restauração — disse Gallina.

Ele disse, inclusive, que a troca de parte do madeiramento da passarela da Barra da Lagoa já foi uma intervenção baseada nesse relatório dos engenheiros. Entretanto, ele não explicou porque, abaixo do piso, foram deixadas as madeiras velhas e com sinais de deterioração.

A passarela do Canal da Barra da Lagoa é um dos pontos turísticos da região recebe diariamente turistas de várias partes do mundo. Recentemente, a prefeitura trocou o madeiramento do piso. Entretanto, a estrutura metálica está repleta de ferrugem e as madeiras que formam a base do piso aparentam deterioração.

Relatório do TCE é baseado em inspeções de 2017
O relatório que embasou a decisão do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC) foi produzido entre os dias 13 e 17 de março de 2017. A determinação para que algo seja feito foi tomada apenas em novembro deste ano.

O TCE-SC informou que só deve publicar a determinação no Diário Oficial em fevereiro de 2019. Só a partir disso é começa a contar o prazo de 60 dias, para que os gestores municipais se encarreguem de promover as medidas propostas pelos conselheiros.

Segundo moradores que utilizam algumas dessas estruturas, independente do relatório, nada foi feito para melhorar a situação dos locais visitados pela reportagem. Apenas na Barra da Lagoa, o piso da passarela que corta o rio que abastece a Lagoa da Conceição foi trocado recentemente. Logo abaixo dele, é possível ver que as madeiras que dão sustentação ao piso não receberam qualquer tratamento recente.

O secretário de infraestrutura, Valter Gallina, diz que o relatório produzido por engenheiros da prefeitura apontou tanto as possibilidades de reforma, quanto de reconstrução de algumas dessas estruturas. Ele diz que é preciso avaliar os custos para essas obras, antes de definir o melhor caminho a seguir.

— Se o custo de uma nova ou de uma restauração não têm muita diferença, vamos dar prioridade à reconstrução, para usar tecnologias mais novas e avançadas — diz.

(DC, 05/12/2018)

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