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Verão: impacto do turismo em SC é de R$ 10,1 bi

Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 08/03/2018)

Durante os três meses fortes da temporada de verão 2017/2018 – dezembro, janeiro e fevereiro – Santa Catarina atraiu 2,5 milhões de turistas que geraram um impacto de R$ 10,1 bilhões na economia, segundo cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio de Janeiro). Desse total de visitantes, 2,09 milhões eram brasileiros e 383 mil estrangeiros. O estudo foi encomendado pela Embratur e realizado com base na pesquisa turística da Fecomércio – SC, informações da Infraero, Polícia Federal e Ministério do Turismo. Segundo o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, esse é o primeiro estudo e outros podem ser feitos nos próximos anos para mostrar a força do turismo na economia catarinense e a necessidade de investir mais no setor.

Com base nos dados, a FGV utilizou a matriz do IBGE que mostra o efeito multiplicador do impacto dos gastos dos visitantes em diversas camadas da atividade turística, explica o professor da instituição, Luiz Gustavo Barbosa. O turismo envolve 52 atividades diferentes. A primeira camada, que tem o impacto mais direto, é integrada por hotéis, estabelecimentos de alimentos e bebidas, transportes, atrativos e compras. A segunda envolve energia, comunicação, serviços financeiros, agricultura, serviços gerais e combustíveis. A terceira camada inclui pessoal, fornecimento de insumos, setor imobiliário, hospitais, entretenimento e logística.

Conforme a projeção, esse impacto econômico gerou R$ 735 milhões em impostos municipais, estaduais e federais. Nesses três meses, o setor envolveu o trabalho de 299 mil pessoas, sendo 123 mil trabalhadores diretos e 176 mil indiretos.

– Esse estudo joga uma luz sobre um setor que dá uma contribuição muito grande para a economia do Estado. Foi importante fazer nesse verão que foi o melhor para o turismo brasileiro. No caso do Rio de Janeiro, o movimento só perdeu para junho de 2014, período da Copa do Mundo – disse Lummertz. Segundo ele, nas últimas campanhas eleitorais pouco se falou no turismo como importante setor para geração de emprego e renda.

– No Brasil, durante as campanhas eleitorais, se discute muito a questão da gastança e não a ‘ganhança’. Para ter mais recursos para investir em educação e saúde, é preciso ganhar mais – alerta o presidente da Embratur.

Outro ponto positivo, segundo Walter Vasconcelos, diretor de Marketing da Embratur, foi o baixo investimento em divulgação feito na América Latina. Com US$ 5 milhões e foco em mídias sociais, foi possível atrair mais visitantes ao país.

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