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14/11/2010
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14/11/2010

Da coluna de Moacir Pereira (DC, 14/11/2010)
Florianópolis está parecida com uma nau sem rumo. Instalada na ilha mais bela do Brasil, tem seu futuro comprometido. Sem Plano Diretor, invadida pela especulação, carente de planejamento urbano e sem priorizar ações reais de proteção, caminha para dias sombrios. A falta de mobilidade já massacra a população. O trânsito trava toda hora e todo dia. Para milhares de habitantes, virou um inferno.
O prefeito Dário Berger é acusado de omissão e de desinteresse pela cidade. Mas quando propõe um basta na avassaladora “selva de pedra”, sem a mínima infraestrutura, não tem respaldo dos vereadores. E quando melhorias urbanas nos distritos são exigidas, a prefeitura recebe vetos das “comunidades”.
A Lagoa da Conceição, uma das joias da coroa deste espaço encantador e único, é um exemplo patético. Suas águas foram tomadas por algas, produzidas por produtos tóxicos ou por destinação criminosa de esgoto. Duas medidas práticas resolveriam este dramático dilema: a primeira, com uma ação enérgica e radical da vigilância sanitária e dos órgãos ambientais, com respaldo do Ministério Público, lacrando bares, casas e restaurantes que estejam poluindo a Lagoa. A segunda, com o desassoreamento. As algas se espalham, causando odor insuportável e matando a galinha dos ovos de ouro, porque não há oxigenação da água. Mas se alguém propõe a retirada da areia da saída do canal da Barra, órgãos ambientais e procuradores levantam-se em vetos definitivos. Pior! Também não propõem uma solução.
BASTA!
O Parque São Jorge foi concebido para ser bairro residencial unifamiliar. A Câmara alterou o gabarito e, ao lado da Celesc, erguem-se pombais de concreto. O Sul da Ilha sofre com congestionamentos monstruosos e infernais. Nem pequenas ações, como rótulas para desafogar, são adotadas. O Norte virou o paraíso da ganância especulativa. A polícia informa que pelo menos três favelas novas surgiram nos últimos dois anos na região: a do Mosquitinho, a dos Nordestinos e a do Córrego Grande. Investidor sério tem fiscalização implacável; já a ocupação ilegal do solo por invasores corre solta. E os problemas se multiplicam.
Quadro alarmante ocorre no Itacorubi. No segundo trecho da Rua Amaro Antônio Vieira, a partir da Capela São Bento, surgiram 29 edifícios. Outros 16 estão em construção há menos de dois anos. Mobilidade zero. Sem áreas de lazer. Sem esgoto. Só numa área ao lado do Cepon são construídos nove novos prédios, alguns com 11 apartamentos por andar. Vão morar ali cerca de 3 mil pessoas.
Está ruim? Se continuar esta apatia, vai ficar muito pior.

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