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Floriano merece o nome da capital catarinense?




Em um texto publicado na Folha de S. Paulo, cronista Rubem Alves reacende a polêmica sobre homenagem ao marechal.

Quem não tem ou teve um apelido? Leonardo passa a ser Leo. Figueirense é Figueira. Alguns pegam e ficam mais conhecidos até do que o próprio nome. Santa Catarina tem um caso clássico: é Florianópolis ou Floripa?

E se Floripa realmente fosse o nome da nossa Capital? É o que propõem o escritor e psicanalista mineiro Rubem Alves, 76 anos, em uma de suas crônicas, publicada no jornal Folha de S. Paulo. Nela, chegou a dizer que se mudaria de vez para a Capital catarinense, caso a cidade mudasse o nome para Floripa. Completou: “Floripa, cidade das flores”.

Claro, não falava tão sério. O escritor reconhece que está velho demais para se mudar de Campinas (SP), onde passou boa parte da vida. A crônica foi mais um sonho literário, um misto das recordações de infância, da paixão pelo mar, que todo mineiro – privado do litoral – acaba guardando.

Divagações ou não, as opiniões do escritor tocaram num ponto delicado da história: a origem do nome Florianópolis. A antiga discussão de trocar o nome da cidade, que volta e meia é retomada, foi reacesa. Ao pé da letra, é cidade de Floriano, o Marechal de Ferro, que governou o país entre 1891 e 1894.

Durante o mandato dele, 185 catarinenses foram fuzilados na Ilha de Anhatomirim. Por isso, para muitos, é duro engolir homenagem tão duvidosa. Para Rubem Alves também:

– Fiquei indignado que fizeram isso com uma cidade tão bonita. Ele foi um homem violento, não combina com Floripa. E ainda nasceu no Estado do Collor – critica Alves, referindo-se ao Estado de Alagoas.

Na crônica, ele escreveu: “Floriano era nome de militar, apelidado de marechal de ferro. Seus ferros furaram as paredes de um forte onde os inimigos da República eram executados”.

Florianópolis é o terceiro nome da cidade, batizada pelo fundador, Dias Velho, como Nossa Senhora do Desterro, mãe daqueles que precisam deixar a pátria de origem. Depois, passou a ser só Desterro.

Floripa tem os ares do Rio antigamente

Rubem Alves nem lembra da primeira vez que veio a Floripa. Recorda-se de ter ficado na casa de amigas. “Gosto dela por ela mesma, pelo lugar, pelo mar azul, pelas águas mansas, pelo cheiro de maresia, pelos barcos a vela, pelos golfinhos” escreveu em seu texto.

Para ele, Floripa tem os ares do Rio de Janeiro de antigamente, onde foi morar aos 12 anos. “Por isso, gosto de Floripa, porque lá eu me lembro da minha infância livre no Rio, embora os cariocas nunca tivessem perdoado o meu sotaque de mineiro. Ir a Floripa é viajar em busca do tempo perdido”.

Alves encerra a crônica com o parágrafo: “Quero me mudar para a dita cidade. Mas não me dou bem com o seu nome. No dia em que a capital passar a ser oficialmente chamada de Floripa, cidade das flores, então eu mudo…”.

(Por Julia Antunes Lorenço, DC, 07/03/2010)

O NOME DA CAPITAL: “Eles invadiam as terras catarinenses”

O empresário Ernesto São Thiago, diretor de turismo da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, nem cogita a mudança de nome da cidade. Para ele, chamar a cidade de Florianópolis é uma homenagem merecida ao marechal Floriano Peixoto, que ajudou a acabar com os federalistas.

São Thiago observa que, além de trazer gastos incalculáveis para o Estado, iniciativa privada e moradores, ele tem razões pessoais para discordar da “infeliz” ideia da troca. O tio trisavô dele, Polydoro Olavo São Thiago, liderou a Revolta dos Municípios, para liberar o Estado dos federalistas.

– Eles invadiam as terras catarinenses, estupravam nossas mulheres e degolavam nossos homens, inclusive as crianças – argumenta.

Tendo parte da família envolvida com a política local naquela época, ele se sente ainda mais gabaritado para defender que a homenagem prestada ao marechal seja mantida.

Na visão dele, Santa Catarina foi libertada dos federalistas sob o comando de Hercílio Luz, que foi eleito governador em 1894. O tio-trisavô de São Thiago, foi o vice.

– Mas nenhum dos dois teria êxito contra a guerrilha sanguinária que veio do Sul e que tantos males causou à nossa terra e à nossa gente, se não pudessem contar com o apoio decisivo das tropas republicanas. E não podemos ignorar ou negar a história. Estas tropas foram comandadas pelo marechal Floriano Peixoto – conclui.

(DC, 07/03/2010)

“Nossa Senhora do Desterro é mais ligado com a gente”

As marcas de tiros ainda estão nas paredes da fortaleza da Ilha de Anhatomirim, em Florianópolis. Ali, 185 catarinenses foram fuzilados em abril de 1894, quando Floripa ou Florianópolis, como preferirem, era Desterro. Foi o ponto final, marcado a sangue, da Revolta Federalista – movimento, que teve início no Rio Grande do Sul, contra o governo de Floriano Peixoto,

Um dos fuzilados foi o marechal-de-campo Manoel de Almeida Gama Lobo d’Eça, o Barão de Batovi, considerado um dos heróis na Guerra do Paraguai. Morreu abraçado ao filho Alfredo Gama d’Eça, que acompanhou o pai quando ele foi retirado de casa pelo pelotão.

O pequeno pediu para despedir-se de Manoel. O abraço foi demorado demais para um dos soldados, que fuzilou os dois.

A história é contada pelo trineto do Barão de Batovi, o cirurgião plástico Rodrigo d’Eça Neves, que tem motivos suficientes para se posicionar contra a homenagem prestada a Floriano. Para ele, uma injustiça grande que fizeram com a cidade, que deveria voltar a ser chamada de Nossa Senhora do Desterro:

– Pessoas de importância capital para a cidade foram mortas sem nem julgamento. O Barão foi morto porque era a favor do império.

Mas Neves não gosta muito do nome Floripa. A palavra não apagaria a história e continuaria remetendo a Floriano.

– Não tem a ver com flor. Nossa Senhora do Desterro é mais ligado com a gente. E sabemos que não remete a desterrados – completa.

Declarações

CACAU MENEZES, colunista

Floripa foi criação minha da década de 1970. Escutava muito falar de Portinho para Porto Alegre, Belô para Belo Horizonte, Sampa para São Paulo, Curita para Curitiba, então criei Floripa para Florianópolis. Falei pela primeira vez para o Beto Stodieck, que gostou e usou o nome. A coisa pegou. Não foi gente de fora que deu esse apelido. Na década de 1970 nem vinha gente de fora para cá. Eu acho Floripa um nome muito legal, mas não vejo necessidade de trocar Florianópolis por ele. Eu não ligo Florianópolis ao marechal Floriano. Eu ligo à flor. O nome já é conhecido internacionalmente. A cidade já é a mais querida do Brasil. É claro que eu ficaria muito satisfeito de ver o nome que eu dei, como o nome da cidade. Mas tanto faz, como tanto fez. Associo Florianópolis à gente bonita, à Praia Mole, ao Avaí e ao Figueirense.

SÉRGIO DA COSTA RAMOS, escritor e jornalista

Eu não simpatizo com a iniciativa de homenagear Floriano. A raiz da homenagem foi injusta. Há um equívoco nisso. Mas do ponto de vista histórico e pragmático o nome é imutável. Mesmo que a história não tenha sido justa, continua sendo história. O nome é histórico, consagrado pelo costume, pela história. Seria totalmente descabível e absurdo mudar o nome. Mudar nome remete à União Soviética. Mudaram São Petersburgo para Leningrado e, depois, para São Petersburgo de novo. Florianópolis não precisa entrar nessa gangorra. Duvido que fosse encontrado um nome de consenso. Floripa é um apelido carinhoso, um nome informal. Acho que a cidade tem muito mais coisa para se ocupar do que com mudar o nome.

OLDEMAR OLSEN JR., escritor

Escolham o nome que escolherem, o que de fato muda na cidade? O nome Florianópolis evoca o marechal Floriano Peixoto e a homenagem que se fez a ele quando o Brasil saiu do regime imperial e passou a república. Mas isso é história, e o conhecimento da história serve para não repetirmos os mesmos equívocos do passado. Enquanto houver alguém abrindo a janela de um automóvel ou um ônibus e jogando uma garrafa de plástico ou uma lata à beira da estrada, esse diletantismo de se ‘mudar o nome da cidade’ pode ser adiado. A história é o passado e evoca o que está consolidado, não podemos mudar isso. O que podemos mudar é o ‘aqui e agora’ que amanhã passará para a história.

RODRIGO DE HARO, pintor, poeta e membro da Academia Catarinense de Letras

Dificilmente eu acho que mudaria. Mas eu preferia que o nome mudasse para Nossa Senhora do Desterro. Tem densidade, uma vocação materna. Florianópolis foi outorgado num momento de humilhação, covardia. Foi embaraçoso, uma manifestação de medo para aplacar a fúria de um ditador. Já Floripa não é nome. É leviano, saltitante.

CARLOS HUMBERTO CORREA, historiador do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina

Eu sou totalmente contra a mudar o nome da cidade. Acho que isso nem está mais sendo debatido. Essa ideia de mudar era de um grupo de pessoas, inclusive alguns já morreram, que defendia isso. Agora ninguém mais pretende levantar essa bandeira. Eu sou totalmente contra. Por que que vai mudar? Nós já tivemos três nomes. Foi Nossa Senhora do Desterro na época de Colônia, Desterro na época do Império e depois Florianópolis. Por que que vai mudar? E depois a conotação de Florianópolis com Floriano Peixoto, ninguém mais pensa nisso. O que eu não gosto é o apelido de Floripa. É um apelido horrível, mas infelizmente tá pegando. Florianópolis é um nome bonito, melodioso, musical. Se quiser pensar no Floriano Peixoto é outra coisa. Mas eu sou totalmente contra a mudança.

RAUL CALDAS FILHO, escritor e jornalista

A essa altura dos acontecimentos é difícil mudar. Eu acho Florianópolis um nome horrível, mas como é que vai mudar isso se já está nos mapas mundiais? Seria um grande transtorno. Acho que temos que nos contentar com Floripa mesmo. Melhor que Florianópolis. Se achassem um nome adequado, eu até seria favor da mudança. Mas até hoje não surgiu um nome assim que justificasse essa mudança. Floripa é mais um diminutivo, não é um nome novo. Mas não me ocorre nenhum nome. Voltar para Desterro seria retorno de algo que já passou e também não era um nome bom. O fato é que uma ilha tão bonita como a nossa sempre foi azarada com as denominações. Até agora, surgiram uns nomes que também não agradam muito, como Ondina e Ilhópolis. Teremos que aguentar Floripa como uma alternativa. É melhor que Florianópolis. E se tiver de fazer uma mudança é mais fácil, é só tirar algumas letras.

(DC, 07/03/2010)



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comentários

9 comentários para Floriano merece o nome da capital catarinense?

  1. Prezados Senhores,
    Acho que o nome da capital do Estado de Santa Catarina mais adequado seria Florípolis por caracterizá-la em virtude da quantidade de flores que aí se vislumbram.
    Cordialmente,
    Geraldo

  2. Complementando meu comentário:
    É bom que seja dado o significado da palavra Florípolis, que é “Cidade das Flores”

  3. O nome da cidade é simplesmente ridículo, o jornalista Sérgio da Costa Ramos ao citar o interessante exemplo soviético não percebe um ponto curioso, tanto Leningrado quanto Florianópolis são culto à personalidade, tradicional prática das ditaduras. Sobre a sugestão de Rubem Alves, ridícula ao quadrado. Floripa não é nome para se pôr nem em cachorro. Se for para mudar o nome, minha sugestão seria Santa Catarina, simplesmente.

  4. Thiago Caldeira de Andrada

    Assim como o empresário Ernesto São Thiago tenho familiares ligados a esse fato histórico e também meu tio trisavô e trisavô só que do outro lado dos fuzilados e obviamente sou contra a nome da cidade ser manchada de sangue. Monarquistas sim, mas como previa a constituição Floriano não poderia assumir sem eleições após a saída do Marechal Deodoro da Fonseca, então esse homem se proclamou presidente. O simples fato de obedecer a constituição teria dado outro rumo para essa história. Abraço atrasados na discussão.

  5. Considero um transtorno mudar o nome da cidade, porém homenagear um assassino genocida que veio para esta terra para matar os filhos dessa terra é muito humilhante. Talvez a melhor opção era mudar a pessoa que deve ser homenageada. Permanecemos com o nome de Florianópolis, mas em homenagem a São Floriano Mártir, um militar que preferiu morrer em nome de sua fé. Dessa forma contentaria os que querem permanecer com os catálogos turísticos e com aqueles resgatar a honra dos falecidos filhos desta terra.

  6. Claro que alguem de bom senso nao concorda com atrocidade, e com violencia, porem ficar remoendo o passado acho um pouco rancoroso, se o proplema e nome de floriano, muda, tem milhoes de nomes, escolhe um. E nos 30 anos no brasil, quantos morreram? Mudou alguma coisa? No final da segunda gerra mundial duas cidades japonesas foram arrasadas e milhares de inocentes morreram, mudou alguma coisa? E milhares ou milhoes de indios que foram os primeiros habitantes e que foram e continuam sendo desimados, quem fala para defender um.
    Agora querer vincular uma pessoa a um estado, isso e ridiculo, preconceito, ate porque, nem Collor nem Floriano tem estado.
    Alagoas e um estado da qualquer como outro qualquer

  7. Acho correto a mudanca. Sim, Floripa tem mais apelo turistico (como Florida) e remete a flores mais do que floriano, que massacrou os catarinenses. E alem disso seria mais ousado, separando a parte continental da insular, esta denominada apenas Floripa e mais para o turismo, enquanto a parte continental ficaria a capital administrativa e seria constituida com a juncao ao municipio de s.jose e dando-se um novo nome como algo historico relacionao a regiao ou indigena (talvez Carijos, que foi a tribo que ocupou a regiao). Alem disso passaria a chamar a ilha de sta catarina com seu nome original, ilha dos patos, para nao confundir com o nome do estado.

  8. Felipe Genovez

    Acredito piamente que o Marechal Floriano aplicou “Maquiavel” ao mandar um “sanguinário” com as “qualidades” do Coronel Moreira Cesar para as terras que os Carijós denominavam de “Meiembipe”. Isso trouxe invariavelmente consequências sem precedentes para nossa gente/história.
    Depois navegador veneziano (a serviço da Espanha)Sebastião Caboto, que esteve por aqui (acredita-se que em 25 de novembro 1526), data da morte da mártir “Catarina de Alexandria” (e também porque seu cônjuge se chamava “Catarina Medrano”) razão porque resolveu dar o nome de “Ilha de Santa Catarina para “Florianópolis”.
    Ao contrário de Floriano Peixoto que jamais pisou nestas terras, o nome “Nossa Senhora do Desterro” nos foi trazido pelo bandeirante Francisco Dias Velho (1622-1687)que fixou residência com sua família (e escravos), e acabou vitimado por piratas.
    No Império a Capital mudou de nome e passou a se chamar apenas “Desterro”, o que lhe valeu muitas críticas não só pela referência a um lugar de “abandono”, mas também pelo aspecto negativo que a parte insular oferecia aos navegadores em razão da vista do “cemitério” que praticamente beijava as águas que divisava o “Y-Jurerê Mirim” (local onde está situada a “ponte velha” e nome utilizado pelos autóctones).
    “Desterro” era objeto de críticas e havia um movimento quase que insipiente para alterar esse nome. Intelectuais “barrigas-verdes” do final do Século XIX iniciaram um movimento para mudar esse nome, de sorte que surgiram sugestões, tais como: “Ondina, dentre outros”.
    Aproveitando o momento, a Lei 111/1894 (período pós- Cel. Moreira Cesar, morto na Guerra de Canudos), sancionada pelo Governador Hercílio Luz (fervoroso republicano e “florianista” de carteirinha), a exemplo de Gustavo Richard (Presidente do Partido Republicano, duas vezes governador) e Elizeu Guilherme (parlamentar “republicanista” e Presidente da Assembleia Legislativa Catarinense) se constituiu a expressão máxima de devoção ao governo militar republicano.
    Quanto a “lista negra” entregue ao Coronel Moreira Cesar (não conhecia nada da terra e seus habitantes e teve que beber nas fontes locais) contendo os 185 nomes dos simpatizantes do “Federalismo” (defendiam o fortalecimento dos Estados, alguns ligados à monarquia, como nosso “Barão do Batovi”)e se antagonizavam aos “Republicanos” (defendiam a centralização do poder, daí o surgimento da política dos governadores (Campos Salles) e da dominação “Café com Leite” (legado republicano defendido aqui no Estado, em especial, por figuras como Lauro Muller, Hercílio Luz, Gustavo Richard, Vidal Ramos, Felipe Schmidt e Adolpho Konder).
    Tudo começou com as embates familiares entre dois concunhados, primos irmãos e “Delegados”: Hercílio Luz (Delegados de Terras, representando o governo Federal – republicano) e Elesbão Pinto da Luz (Delegado de Polícia – eleito Deputado Estadual – “federalista), ambos residindo na cidade de Blumenau, cujas desavenças podem ser consideradas homéricas para a época, chegando a agressões físicas, morais e prisão.
    Fácil se intuir, a exemplo do Barão do Batovi (“herói” da Guerra do Paraguai) e outras personalidades ilustres de nossa Capital, quem entregou o nome de Elesbão para que o Coronel Moreira Cesar mandasse fuzilá-lo em Anhatomirim?
    O certo que de “ideologia” pouco relevância se deu, e o que vicejou mesmo foram os “ódios” urdidos no paulatino pelos “republicanos” contra seus desafetos políticos locais federalistas e monarquistas, sob vários pretextos, sem se desconsiderar os ventos das mudanças e as novas oportunidades de se ascender ao poder (aplicando-se o método fiorentino ensinado aos “Médici”).

    Desse breve histórico, acredito que um plebiscito deva ser realizado, para votação/escolha dos seguintes nomes (dentre outros que surgirem): “Meiempibe” (homenagem aos Carijós), “Santa Catarina” (homenagem à fantástica Santa Catarina de Alexandria), “Batovi” (homenagem aos mortos em Anhatomirim e que amavam esta terra e ao próprio Marechal Manoel de Almeida Lobo Gama D’Eça) e “Floripê” (homenagem às flores e à natureza).

  9. WELLERSON EDUARDO DA SILVA CORREA

    Concordo com os que se posicionam favoráveis à mudança de nome da Capital de Santa Catarina, pois é assim que me refiro a esta cidade, para evitar pronunciar o nome do marechal republicano de última hora, oportunista e sanguinário, indigno da homenagem. Nem filho da terra ele é.
    Sugiro que os favoráveis à convocação do plebiscito para a mudança do nome da cidade formem uma comissão para articular uma campanha de sensibilização junto à população e à Câmara de Vereadores.
    Lembrando que Leningrado voltou se chamar São Petesburgo por vontade do povo russo.

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