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Moradores de Canasvieiras, no Norte de Florianópolis, ameaçam entrar com ação na Justiça contra a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) por causa da poluição do rio do Brás. Ao lado da estação de tratamento da Casan no bairro, há um cano que estaria jogando esgoto nas águas.

“É inaceitável que a gente pague a água e o esgoto e depois joguem dejetos no rio. Se o sistema está saturado, que dêem um jeito”, protesta o presidente da Associação de Moradores de Canasvieiras (Amocan), Daniel Schoroeder. Ele afirma que a entidade pode tomar medidas legais contra a Casan. “Essa situação chegou no limite”, completa.

No local indicado pelos moradores, há um mau cheiro forte e um cano por onde jorra uma água de cor amarelada. Às margens do rio, existem pedaços de isopor, madeira, pneus e latas de alumínio, além de carás, traíras e tainhotas mortos. O pescador Adélson Manoel dos Santos, de 44 anos, conta que já pegou muito peixe, siri e camarão no rio do Brás, mas lamenta a situação atual. “Sempre pesquei aqui e nunca vi tanta imundície. Não pego mais nada daqui”, afirma.
Os moradores relatam que no ano passado já houve uma grande quantidade de peixes mortos no rio por causa da poluição. “Pode colocar aí: isso é um crime ambiental!”, reclama o advogado Alfredo Barbosa, que mora em uma rua às margens do rio do Brás.

A situação piorou depois da chuva que caiu nos últimos dias na Grande Florianópolis. Havia uma barreira impedindo o rio de desembocar no mar, mas a população removeu a estrutura, porque o nível do rio subiu muito e a água começou a invadir as ruas que ficam nas margens. “Tinha uns 50 centímetros de água e teve morador que não conseguia sair com o carro”, realata o presidente da Amocan, Daniel Schoroeder.

Com a retirada da barreira, a água do Rio do Brás, de cor escura, corre direto para a praia de Canasvieiras, ao lado do trapiche onde atracam as escunas que levam turistas para passeios marítimos. Na foz do rio, a água do mar também é escura, de cor marrom. “Isso vai espantar os turistas”, alerta o pescador Adélson Manoel dos Santos.

A reportagem do AN Capital fez contato com a Casan via assessoria de comunicação no início da tarde de ontem, mas o responsável pelo esgoto no Norte da Ilha não foi localizado até o fechamento da matéria.
(Felipe Silva, A Notícia, 01/12/2006)

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