Iphan aprova tombamento das Freguesias Luso-Brasileiras na Grande Florianópolis
Quatro comunidades históricas em Florianópolis e Palhoça que ainda mantém características culturais da colonização açoriana foram reconhecidas oficialmente nesta quarta-feira (26) como Freguesias Luso-brasileiras. O reconhecimento foi iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma autarquia do Ministério da cultura. São elas: Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Ribeirão da Ilha, na Ilha, e Enseada de Brito, em Palhoça.
Dessa forma, o tombamento teve aprovação por unanimidade no segundo dia da 107ª reunião do Conselho Consultivo do Iphan. Agora, as quatro comunidades agora entram nos livros do Tombo Histórico e do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, pelos valores aferidos em estudos.
Freguesias era como se chamavam pequenos aglomerados urbanos e rurais durante o período colonial em torno de uma igreja católica. Em Santa Catarina, desenvolveram-se para fortalecer e oficializar a ocupação do território. Isso quando a Coroa Portuguesa ordenou que imigrantes oriundos dos Açores se estabelecessem em pontos estratégicos da região. Localizadas no litoral do estado, possuem traçado urbano marcado por igrejas, praças, residências térreas e alguns sobrados que ainda hoje mantêm suas características originais.
Proteção emergencial
“A justificativa para o tombamento enfatiza a relevância histórica, paisagística e etnográfica dessas freguesias. Além disso, destacando seu vínculo com a imigração açoriana do século XVIII. E também com a preservação de seu traçado urbano, edificações históricas e manifestações culturais”, ressaltou o conselheiro relator do processo de tombamento, o arquiteto-urbanista Leonardo Castriota, em leitura do seu parecer técnico.
Dessa forma, ele também frisou a importância do tombamento provisório realizado em 2016, para contribuir com a preservação e evitar a descaracterização desses conjuntos. “Essa medida garantiu proteção emergencial, impondo restrições legais a intervenções urbanísticas e exigindo anuência prévia do Iphan para qualquer alteração”, sublinhou.
(Confira a matéria completa em Guararema News, 26/03/2025)
Publicado em 27 março de 2025