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Construção civil sob risco de desaceleração em Florianópolis

Em queda desde 2008, volume de metros quadrados liberados indica que o setor pode perder o ritmo nos próximos anos

A oferta de emprego aquecida na indústria da construção civil em Florianópolis é uma prova prática do bom momento vivido pelo setor em 2010. Mas na avaliação de longo prazo, outro indicador gera preocupação: a volume de metros quadrados liberados para construção está desacelerando.

Em 2009, segundo dados da prefeitura divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) da Grande Florianópolis, foram liberados alvarás para a construção de 911 mil metros quadrados em Florianópolis, uma queda de 16% em relação ao ano anterior. No ano passado, até outubro, o volume liberado somava 606 mil metros quadrados.

O assessor econômico do Sinduscon, Pedro Di Bernardi, explica que este indicador reflete o cenário para os próximos anos, pois o que é liberado não é construído necessariamente no mesmo ano. Ou seja, obras hoje em andamento podem ter conseguido o alvará um ou dois anos atrás.

O nível de emprego é um termômetro de curto prazo. E, com base neste indicador, Florianópolis vai muito bem, liderando a lista das cidades catarinenses que mais geraram postos de trabalho na construção civil em 2010, com 2.357 vagas criadas entre janeiro e novembro – os dados de dezembro ainda não foram contabilizados.

Em 2009, o saldo dos 12 meses foi de 706 postos abertos do setor. O último mês do ano costuma apresentar cortes em função dos recessos, mas para 2010 a expectativa é positiva e deve superar com folga a volume do ano anterior.

– Dezembro não deve apresentar queda brusca, apenas uma parada, mas nada significativo. Há empresas que não fizeram recesso em função dos contratos assinados – diz o presidente do Sinduscon, Hélio Bairros.

Se o volume de obras liberadas não voltar a crescer neste ano, a geração do emprego pode ser influenciada negativamente nos próximos anos, reconhece Bairros. Ele reclama da legislação municipal, “atrasada e com muita burocracia no processo de licenciamento das obras”.

– Não é porque estamos em uma Ilha que existe um limite. O que tem limite é a cabeça das pessoas. A cidade é um organismo vivo, sempre tem que estar se renovando.

O presidente do Sinduscon defende regras claras, planejamento, segurança jurídica e obras de infraestrutura.

– O governo tem que priorizar o planejamento e o investimento em transporte coletivo de massa e em infraestrutura básica. Mas a construção civil vai continuar crescendo porque tem demanda – afirma ele.

O diretor da Woa Empreendimentos Imobiliários, Walter Silva Koerich, também cobra mais investimentos em infraestrutura como pré-requisito para a continuidade de crescimento, principalmente em acessibilidade.

– Isso não compromete o atual cenário porque não é um problema da Capital, é do Brasil como um todo. Florianópolis ainda é muito confortável para se caminhar, comparada com São Paulo e Rio de Janeiro. Quem reclama muito é porque tem um parâmetro pequeno de avaliação.

Outro complicador para o crescimento do setor é a falta de mão de obra qualificada. O Sinduscon trabalha com Senai e Federação das Indústrias de SC (Fiesc) para a criação de novas escolas a fim de oferecer cursos técnicos voltados especificamente à construção civil em 2011.

– Acreditamos na continuidade do crescimento. O setor segue sendo uma prioridade do governo federal e o empresariado está confiante – conclui Bairros, do Sinduscon.

(ALEXANDRE LENZI, DC, 10/01/2011)

Apostas altas saem do papel

A demanda por imóveis segue muito forte em Florianópolis. Quem garente é Walter Silva Koerich, diretor da Woa Empreendimentos Imobiliários, criada exclusivamente para erguer um complexo residencial com quatro condomínios na Avenida Beira-Mar Norte, o metro quadrado mais caro do Estado.

– Existe um grupo de pessoas obstinadas em morar em Florianópolis. O crescimento foi mais forte no público menos favorecido, mas isso fez todas as outros níveis serem impulsionados para o crescimento.

A Woa planeja entregar o primeiro condomínio em dezembro de 2014. Na planta, as unidades estão sendo vendidas a partir de R$ 496 mil. São apartamentos com duas ou três suítes e área total entre 170 e 300 metros quadrados. O residencial terá, ainda, duas unidades na cobertura, com preço de até R$ 2,4 milhões e área de 507 metros quadrados cada.

A Capital atraiu a atenção da Goldsztein Cyrela, uma das maiores incorporadoras do país. A empresa constrói um condomínio no Bairro Abraão, área continental de Florianópolis, o primeiro projeto de um plano de expansão para as principais cidades catarinenses.

Batizado Neoville Florianópolis, o condomínio ocupará quase metade do terreno de 90 mil metros quadrados. Serão 200 apartamentos em três condomínios e preços na planta a partir de R$ 330 mil. Com investimento total de R$ 300 milhões, as obras começam em agosto e devem terminar em 2013.

Para o gerente de Negócios da Cyrela, Marcelo Coitinho, a Capital tem espaço para crescer no curto prazo, especialmente no Sul da Ilha.

– O ritmo pode reduzir, dando mais espaço para construções diferenciadas, mais charmosas.

(DC, 10/01/2011)

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