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Rede de mobilidade avaliará projetos para melhorar acesso à Ilha de Santa Catarina

O secretário municipal de Transportes e Mobilidade Urbana de Florianópolis, Michel Mittmann, prometeu novas medidas menos “traumáticas” para melhorar o trânsito na entrada da Ilha de Santa Catarina, com a criação de uma rede de mobilidade metropolitana.

Essa rede foi selada durante reunião na tarde desta quinta-feira (27) com representantes da prefeitura, do governo do Estado, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No mesmo encontro, ficou definido que a saída de Coqueiros para a Via Expressa, na alça após o viaduto, voltará a ter duas faixas a partir da segunda-feira. A passagem no local foi afunilada depois da liberação da terceira faixa da Via Expressa, na semana passada, o que acabou congestionando a saída do bairro Estreito.

— Com essa rede, que inclui o Dnit, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Rodoviária Estadual, o Deinfra, a gente vai poder dar passos mais acertados para que as mudanças para o cidadão sejam mais eficientes e não tão traumáticas quanto a que aconteceu após a liberação da terceira faixa da Via Expressa — comentou.

O secretário também disse que novas mudanças nas pontes e no acesso à Ilha serão discutidas nos próximos encontros, citando a criação de uma terceira faixa de conversão na saída da Ponte Pedro Ivo Campos, a compactação das faixas das próprias pontes e uma faixa reversível na Ponte Colombo Salles como hipóteses.

— É um conjunto de possibilidades, todas elas serão estudadas e simuladas — afirmou.

Investimento em transporte coletivo é única saída, diz professor
O professor Werner Kraus Jr., do Observatório de Mobilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), avalia que qualquer mudança visando resolver o problema de mobilidade no acesso à Ilha precisa passar, necessariamente, pelo investimento em transporte público.

— A questão essencial é que não há sistema viário que dê conta da demanda pelos automóveis. A gente insiste nesse ponto: é preciso que a sociedade da região metropolitana e os poderes compreendam que não há saída sem um transporte coletivo de muita qualidade.

Entre as medidas propostas por ele estão políticas de subsídio para reduzir o custo das tarifas e investimentos na qualidade do transporte público.

— Só assim as pessoas vão se sentir encorajadas a deixar o carro em casa e a usar o transporte coletivo, que é a única solução. Há muitos automóveis esperando um lugar para ocupar. Então, pensar em mudanças para o automóvel é apostar no congestionamento.

(NSC, 27/06/2019)

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