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Lei estadual sobre canudos biodegradáveis divide opiniões

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 15/05/2019)

O presidente da Abrasel-SC (Associação de Bares e Restaurantes), Raphael Dabdab, critica a sanção da lei que obriga o uso de canudos biodegradáveis pelos estabelecimentos comerciais do Estado.

Para ele, o objetivo de preservar o meio ambiente é nobre, mas o “caminho que Santa Catarina escolheu foi um equívoco”. Ele questiona, inicialmente, a elaboração do projeto com base na lei aprovada no Rio de Janeiro, sem ajustes. “Lá, acabou o consumo de canudos, mas aumentou significativamente o consumo dos copos plásticos”, afirma.

Além disso, Dabdab considera que o prazo de um ano de adaptação à lei não é adequado para a indústria. “SC é grande produtor de canudos e isso pode gerar desemprego”, alerta.

“A lei interfere na economia de forma proibitiva e entendemos que a melhor alternativa deve ser pelo estímulo ao uso do canudo biodegradável, mas não na proibição num primeiro momento”, defende.

Já a direção da Fiesc (Federação das Indústrias de SC) avalia que a lei reforça o consumo consciente. “A nova legislação reforça o descarte ambientalmente correto dos resíduos gerados após o uso, iniciativa que também favorece o setor da reciclagem. Incentiva ainda o consumo consciente e a adoção de uma política pública com foco em educação ambiental, já que o descarte inadequado é o cerne do problema”, afirmou o presidente, Mario Cezar de Aguiar.

Em abril, a entidade mandou ofício ao governo do Estado defendendo a sanção do projeto.

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