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Os recentes episódios de confrontos violentos com a Polícia Militar na região central levam a uma séria reflexão sobre a tão sonhada revitalização do lado leste do Centro Histórico da Capital. Em decadência nos últimos anos, por inúmeras razões, a região é protagonista de um projeto em elaboração pelo Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) que deve ser lançado no final de março. A palavra-chave da proposta de recuperação da área é ocupação. Para acabar com o abandono atual, a ideia é incentivar o uso dos espaços públicos, com incentivo à economia criativa e criação de um circuito gastronômico e boêmio.

Um dos desafios, no entanto, é justamente criar condições para que essa ocupação dos espaços públicos seja de maneira mais próspera e tranquila possível, sem que as confusões recentes se repitam. As cenas de violência registradas criam um clima de instabilidade que só atrapalham o debate que vem sendo travado pela Prefeitura de Florianópolis, iniciativa privada, entidades da sociedade civil e universidades. Não podemos, no entanto, permitir que o projeto sobre o lado leste do Centro, que contempla referências políticas e arquitetônicas importantes da cidade, sofra retrocessos.

Em manifesto divulgado no fim de semana, a arquiteta e urbanista Silvia Lenzi, ex-presidente do Ipuf, alerta que o planejamento dos espaços físicos para que sejam acessíveis a todos é uma questão “técnica”, perfeitamente executada por profissionais preparados, mas que planejar uma “cidade viva” requer muito mais do que isso. Essa, certamente, é uma questão crucial nessa conversa. O que todos queremos é uma “cidade viva”, que seja acolhedora, com ambiente propício a negócios criativos e sem abismos sociais.

(ND, 05/03/2019)

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