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Sociedade e PMF se reúnem para debater sobre a revitalização de espaços urbanos

A Associação FloripAmanhã e a prefeitura de Florianópolis reuniram ontem diversas setores da sociedade e órgãos da prefeitura na sede da CDL para discutir a melhoria da qualidade de vida da cidade no II Encontro sobre Adoção de Espaços Urbanos e Meio ambiente.

“Foi uma homenagem aos adotantes e para a apresentação do que está sendo feito e de ideias”, disse a presidente da FloripAmanhã, Anita Pires. Ela contou que há dois anos quando foi formado o grupo os processos de adoção levavam de seis meses a um ano e agora apenas de um a três meses. “É uma experiência inédita de sentarem juntos o poder público municipal e a sociedade organizada para resolver a revitalização dos espaços. Significa que o poder agora está com o cidadão”, disse Anita, lembrando que as pessoas também têm a responsabilidade de cuidar da cidade, não somente a prefeitura.

O prefeito Gean Loureiro participou da abertura e disse que prefeito é aquele que tem a capacidade de mudar a vida das pessoas. Ele falou das dificuldades pela falta de verbas e que é necessário mudar a cultura de deixar tudo para o executivo fazer. “Quando assumi não tínhamos dinheiro e para recuperar as praças a adoção era a única solução”, disse o prefeito lembrando que hoje há vários projetos em andamento, e agradeceu à FloripAmanhã que é um agente ativo na melhoria da qualidade de vida da cidade.

O presidente da CDL, Lindomar Bison, disse que a beleza do projeto é a ação conjunta da prefeitura e da sociedade na melhoria da cidade, pois é um trabalho que se complementa. “A adoção é uma necessidade e o empresário tem orgulho de participar da adoção, saber que está ajudando a mudar a cidade para melhor”, disse.

Projetos

A secretária municipal de Segurança Pública, Maryanne Mattos disse que há dois anos atrás era muito difícil conseguir fazer algo, mas que com a união de forças do poder público e sociedade, foi possível começar a mudar e transformar a cidade. “A adoção gera mais segurança, pois numa praça iluminada e ocupada pela sociedade limita a criminalidade”. Ela também falou do trabalho da secretaria de Segurança em conjunto com a Assistência Social, para resgate dos moradores. “Precisamos dar as mãos para não perder o controle, precisamos cuidar juntos da cidade e com a união aparecem os resultados”, disse.

Salomão Mattos Sobrinho, coordenador do Grupo Revit da FloripAmanhã, fez um rápido levantamento dos projetos já realizados e do que está sendo preparado para 2019. “Temos 70 Espaços já adotados. Para o próximo ano queremos trabalhar com o aterro da Baía Sul. Também vamos buscar melhorar as vias urbanas. Floripa é referência em grandes eventos esportivos de rua e é preciso melhorar calçamentos e criar mais Espaços”, disse.

Walter Koerich, da WOA Empreendimentos, um dos adotantes da cidade falou dos projetos já realizados e do que está sendo preparado para a cidade no Encontro de Revitalização de Espaços Urbanos. Ele citou projeto como a recuperação da Paróquia Igreja Luterana, dos mirantes da Ponte Hercílio Luz e Costa Azul, das praças Governador Celso Ramos, do CIC, Hemosc, do Parque São Jorge, do Beco da Lixeira, onde foi criada uma galeria a céu aberto, entre outras. “Temos a disposição, mas gostaríamos que as pessoas se engajassem mais para mudarmos juntos a cidade”, disse. Para 2019 o principal projeto da WOA é a ciclovia na SC 401, ligando a Beira Mar Norte, com o norte da ilha, de acordo com Walter.

O presidente da Amapraça, Paulo Vianna da Silva, da Praça Celso Ramos, na Agronômica, apresentou o projeto de revitalização do ponto de vista da sociedade no Encontros de Revitalização de Espaços Urbanos. “O local estava abandonado ao tráfico e usuários de drogas, então criamos a Ama e fomos atrás primeiro da segurança e depois da melhoria da infraestrutura. Há oito anos a WOA fez a revitalização, mostrando o carinho que tem pela cidade. Ganhamos mais cidadania, era uma região abandonada e hoje as pessoas querem morar lá. Ela é sinônimo de qualidade de vida. As pessoas hoje tem a praça como sua e cuidam dela. Já tivemos festa de aniversário e até um pedido de casamento com festa de noivado. Mudou a vida do local e das pessoas”, contou.

Praça Tancredo Neves

O gerente de articulação e negócios da CDL, Hélio Leite falou sobre o trabalho em relação à requalificação urbana que o órgão vem desenvolvendo no Centro histórico, lembrando que um ambiente público qualificado e preservado estimula o cidadão à sua utilização. Hélio mostrou os estudos para as ruas Conselheiro Mafra, João Pinto, Praça Fernando Machado e projetos já consolidados como a feira Viva Cidade e a Feira de Orgânicos. “Para promover a revitalização as pessoas têm que se apropriar e participar”, disse.

A arquiteta Fernanda Menezes, da empresa Viglieca e Associados mostrou os estudos que foram desenvolvidos para a revitalização da praça Tancredo Neves, trabalhando a questão do resgate histórico e com a multiplicidade de atividades como espetáculos teatrais, shows, pequenos empreendimentos, cafés, estacionamento.

A ACIF levou os projetos que está desenvolvendo para Florianópolis. A arquiteta e paisagista Jane Pilotto, diretora de Cenários Urbanos da ACIF disse que estão previstos dois portais verdes nas entradas da cidade, pelo lado das pontes e do aeroporto e mostrou o que pretendem fazer de hortas urbanas. “Já temos locais públicos e privados e vamos trabalhar com a comunidade local. O projeto é em parceria com a prefeitura e a secretaria de Assistência Social vai treinar moradores de rua que tiverem interesse para cuidar das hortas. Os horti-fruti atenderão a comunidade e restaurantes do entorno”, relatou. De acordo com Jane querem fazer três módulos, sendo o primeiro no Campeche.

O projeto Arboriza Floripa, da startup Arboran, quer juntar empresários locais para arborizar as ruas da cidade. “Falta dinheiro para isto? A solução é a recuperação tributária, revertendo para a arborização”, disse Paulo Garbujo, da Alves Advocacia, que atua na advocacia sustentável e desenvolveu o projeto.

O secretário municipal de Cultura, Esporte e Juventude, Ed Pereira mostrou o que vem sendo desenvolvido pela prefeitura. Ele apresentou o projeto Prainha-Mocotó e disse que luta para recuperar o espaço desde a gestão passada. Segundo ele terá quadra de esportes com aulas dadas pela secretaria, parquinho, horta e academia para a terceira idade. “Será um ganho para toda a sociedade. A inauguração será dia 9 de dezembro e no dia 21 teremos o jogo Amigos do Romário”, comemorou. Sobre a piscina da Passarela Nego Quirido Ed afirmou que nas férias ela estará em funcionamento diariamente.

O Parque Urbano Marina Beira-Mar Norte, também foi apresentado no encontro. De acordo com a arquiteta e urbanista da prefeitura, Cibele Lorenzi, estão preparando o edital para 2019, será feita nova consulta pública e a licitação será internaciona.

A Rede de Espaços Públicos (REP), da prefeitura, mapeou o que precisa ser feito para desburocratizar o processo de adoção. De acordo com Michel Mittmann, diretor metropolitano do Ipuf foi criado um protocolo e desenvolvido um manual com as regras para adoção que pode ser baixado no site da prefeitura. “Faremos um portal que dará mais inteligência ao processo”, salientou Michel.

ParticipACT Brasil

A Acate apresentou o que vem fazendo o Living Lab. Thaís Nahas, consultora em Cidades Inteligentes do Laboratório de Inovação Urbana da Acate, mostrou o que a tecnologia pode fazer para melhorar a qualidade de vida de Florianópolis, através do projeto Smart Vidal Ramos, onde foi disponibilizado wi-fi e colocado câmaras que podem ser acessadas pela segurança municipal e logistas. “Temos o maior pólo tecnológico do estado, com destaque nacional. Queremos juntar o que há de ponta no mundo e adaptar à cidade”. finalizou.

O encontro foi encerrado com a apresentação do aplicativo ParticipACT Brasil, pelo professor Carlos Alberto De Rolt, da Udesc. O APP é a ferramenta para inclusão do cidadão na gestão das cidades inteligentes. Nele as pessoas podem registrar os problemas do dia a dia de Florianópolis, como falta de segurança, iluminação, buracos nas vias, lixo exposto, atraso de ônibus, falta de acessibilidade, entre tantos outros. É uma forma das pessoas participarem ativamente mostrando ao poder público aquilo que encontrarem de errado em seu caminho. “É o que chamamos de crowdsensing ou sensoriamento realizado colaborativamente por multidões para o entendimento do mundo real”, explicou o professor. O APP pode ser baixado gratuitamente pelo Google Play ou App Store.

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Assessoria de Comunicação FloripAmanhã
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1 Comentário

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